Títulos argentinos sobem após acordo de ‘estabilização’ dos EUA
Bessent, em uma publicação no X, chamou o acordo com o banco central do país de “uma ponte para um melhor futuro econômico para a Argentina, não um resgate”.
.@POTUS @realDonaldTrump’s America First economic agenda has already provided over $2 trillion in tax cuts for middle class Americans, lower taxes and less red tape for small businesses, and the strength on the world stage to both counter our adversaries and support our allies.…
— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) October 21, 2025
O acordo é um pilar fundamental da abordagem dos Estados Unidos para estabilizar a economia volátil e propensa a crises, já que o presidente Javier Milei se prepara para eleições legislativas cruciais neste fim de semana. Em uma demonstração extraordinária de apoio, o governo americano interveio repetidamente no mercado à vista da Argentina para sustentar a moeda nas últimas duas semanas.
“Uma vez que a votação tenha terminado, a compra por parte do Tesouro dos EUA dominará”, disse David Austerweil, vice-gestor de carteira de mercados emergentes da VanEck, em Nova York. “Os recursos que o Tesouro dos EUA está comprometendo e já colocando em uso são muito grandes.”
Os títulos em dólar da Argentina atingiram máximas da sessão após a publicação de Bessent no X. As notas com vencimento em 2035 avançaram quase meio centavo de dólar, negociadas acima de 57 centavos de dólar, antes de reduzir o avanço, de acordo com dados indicativos de preços compilados pela Bloomberg. O peso, que está sob pressão desde que o partido de Milei perdeu para a oposição peronista na votação provincial, era negociado quase 0,4% mais fraco, a 1.480 por dólar.
O governo do presidente americano Donald Trump vê Milei como um aliado ideológico resoluto em uma região volátil.
“Não queremos outro Estado falido na América Latina, e uma Argentina forte e estável como boa vizinha é explicitamente do interesse estratégico dos Estados Unidos”, disse Bessent no comunicado, que não incluiu detalhes do acordo nem um valor em dólares. O Tesouro não respondeu imediatamente a um pedido de mais detalhes.
Milei, um herói para libertários e conservadores em todo o mundo, encontrou-se com Trump na Casa Branca, na semana passada. Sua equipe, liderada pelo ministro da Economia, Luís Caputo, passou a semana anterior em negociações em Washington com a equipe de Bessent, antes de comparecer às reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional.
Durante a reunião na Casa Branca, no entanto, Trump alertou que a assistência à Argentina dependia de um bom resultado nas eleições, preocupando os investidores de que a ajuda só chegaria após a votação de 26 de outubro.
No fim de semana, Trump defendeu a ideia de dar uma ajuda de emergência a Milei. “Eles não têm dinheiro, não têm nada, estão lutando muito para sobreviver”, disse a repórteres a bordo do Air Force One.


