Mais duas jogadoras iranianas pedem asilo na Austrália – 10/03/2026 – Esporte
Mais duas jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã pediram asilo na Austrália depois que cinco jogadoras receberam vistos humanitários na segunda-feira (9) devido a preocupações com a segurança em seu retorno ao país por se recusarem a cantar o hino nacional.
As demais jogadoras deixaram a Austrália rumo ao Irã.
O ministro do interior, Tony Burke, não respondeu de imediato ao pedido de comentário.
Torcedores de futebol e órgãos governamentais começaram a expressar preocupação com o bem-estar da equipe depois que seus membros foram rotulados de “traidores em tempos de guerra” na televisão estatal iraniana por se recusarem a cantar o hino nacional em uma partida da Copa da Ásia.
A campanha da seleção iraniana no torneio sediado na Austrália começou justamente quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã, matando o líder supremo da república islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.
As jogadoras iranianos embarcaram em um voo para Sydney, partindo da cidade de Gold Coast, no nordeste do país, na tarde de terça-feira (10), antes de retornarem para casa.
Um grupo de iranianos residentes na Austrália se reuniu para protestar contra o governo iraniano e cercou o ônibus das atletas em Gold Coast quando elas saíram do hotel rumo ao aeroporto. Muitos outros também apareceram no aeroporto de Sydney, enquanto as jogadoras eram transferidas para o terminal internacional.
O gabinete do procurador-geral do Irã afirmou na terça-feira que os membros restantes da equipe foram convidados a retornar ao país “com paz e confiança”, informou a mídia iraniana .
O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, por permitir que as jogadoras permanecessem no país, afirmando nas redes sociais que os EUA estavam prontos para acolhê -las caso a Austrália não o fizesse.
Segundo Zaki Haidari, ativista da Anistia Internacional, as atletas correm o risco de serem perseguidas se retornarem ao seu país.
“É provável que algumas delas já tenham visto suas famílias ameaçadas”, acrescentou Haidari.
A seleção do Irã disputou a Copa da Ásia feminina pela primeira vez em 2022, na Índia. As jogadoras se tornaram heroínas nacionais em um país onde os direitos das mulheres são severamente limitados.



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