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Patrimônio histórico impulsiona turismo e economia em Minas Gerais

Patrimônio histórico impulsiona turismo e economia em Minas Gerais

O patrimônio histórico de Minas Gerais transforma cultura e arquitetura em demanda para comércio, hotelaria e gastronomia, gerando emprego e renda no Estado. Em 2025, Minas recebeu mais de 33 milhões de visitantes e registrou aumento de 74% nas reservas de turistas internacionais, segundo a Secretaria de Cultura de Minas Gerais (Secult).

Um levantamento do Observatório do Turismo da Secult-MG, a partir de dados da plataforma Amadeus-ForwardKeys, aponta que esse foi o melhor ano da série histórica iniciada em 2018, com alta de 74% nas reservas internacionais para o período entre outubro e dezembro, consolidando o Estado como um dos principais polos de expansão turística nas Américas, especialmente nos segmentos de cultura, natureza e bem-estar.

Reconhecido internacionalmente — com Ouro Preto e Diamantina tituladas pela Unesco —, o circuito histórico mineiro mantém fluxo turístico ao longo do ano. Em feriados e eventos, a ocupação hoteleira se aproxima do limite, impulsionando bares, restaurantes, lojas e serviços.

Onde história, fé, arte e cultura se encontram

Para quem ainda não conhece, Ouro Preto é praticamente um museu a céu aberto. A Igreja de São Francisco de Assis, por exemplo, é considerada uma das obras-primas do barroco brasileiro. A igreja reúne o talento de Aleijadinho na arquitetura e escultura, além das pinturas de Mestre Ataíde. O interior é ricamente decorado e o teto da nave é um dos mais famosos do País.

Outro destaque é o Museu da Inconfidência, localizado na antiga Casa de Câmara e Cadeia. O museu inclui em seu acervo obras de arte, documentos históricos e os restos mortais de inconfidentes.

Diamantina, por sua vez, atrai visitantes a partir do seu conjunto histórico preservado, reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, e por suas manifestações culturais únicas. A Vesperata de Diamantina – espetáculo a céu aberto em que músicos se apresentam das sacadas dos casarões coloniais – encanta os turistas e fortalece a identidade cultural da cidade.

A charmosa Tiradentes também chama atenção pela arquitetura colonial o com ruas de pedra, casarões históricos e igrejas barrocas como a Igreja Matriz de Santo Antônio. A cidade é nacionalmente reconhecida como destino de eventos culturais e gastronômicos, como o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, que movimenta a economia local e atrai turistas de todo o País e também do exterior.

Já a vizinha São João del-Rei, que tem entre seus destaques o passeio de Maria-Fumaça que faz a rota até Tiradentes, além do seu rico patrimônio arquitetônico, é conhecida por preservar tradições seculares, especialmente as celebrações religiosas. A Igreja de São Francisco de Assis e o conjunto de igrejas históricas encantam visitantes.

 Patrimônio histórico impulsiona turismo e economia em Minas Gerais

Maria Fumaça, que faz o trajeto até Tiradentes, é um dos atrativos de São João del-Rei Foto: Acervo Setur-MG/Xará

A cidade de Congonhas é reconhecida internacionalmente pelo seu patrimônio artístico e religioso. Com destaque para o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, considerado Patrimônio Mundial da Unesco. O conjunto abriga as icônicas esculturas dos Profetas, obras-primas de Aleijadinho que atraem estudiosos, turistas e fiéis de diversas partes do mundo.

Gastronomia

Outro fator que conquista quem opta por conhecer as cidades conservadas em ruas de paralelepípedo é a gastronomia. A cozinha mineira oferece tanto receitas transmitidas por gerações quanto propostas contemporâneas que reposicionam o Estado no mapa da alta gastronomia. Em Tiradentes, por exemplo, festivais gastronômicos projetam a cidade nacionalmente e movimentam restaurantes, produtores e o setor de eventos. Já em Belo Horizonte, reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, mercados e bares tradicionais convivem com novas experiências culinárias, fortalecendo a identidade mineira e ampliando o alcance do turismo gastronômico.

 Patrimônio histórico impulsiona turismo e economia em Minas Gerais

Gastronomia mineira oferece tanto as receitas mais tradicionais até as mais contemporâneas Foto: Foto: Acervo/Setur-MG/Assessoria de Comunicação

O comércio também acompanha esse dinamismo. Ruas históricas concentram lojas de artesanato, ateliês e pequenos negócios que oferecem peças em pedra-sabão, joias, bordados e itens de design autoral. Esse movimento fortalece a economia criativa e mantém vivas técnicas que fazem parte da identidade cultural do Estado.

Eventos culturais

Celebrações tradicionais, como a Semana Santa de Ouro Preto e festividades em cidades históricas, atraem milhares de visitantes e geram picos de demanda para hospedagem, alimentação e serviços. Ao longo do ano, festivais, mostras e atividades culturais ajudam a reduzir a sazonalidade e mantêm o fluxo turístico ativo.

Cidades como Mariana, Sabará e Serro também integram um circuito que amplia o tempo de permanência dos visitantes e distribui renda por diferentes regiões. O resultado é um modelo em que o patrimônio histórico não apenas preserva o passado, mas sustenta o presente — movimentando comércio, hotelaria e gastronomia e consolidando o turismo como vetor estratégico de desenvolvimento em Minas Gerais.

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