O que esperar do conteúdo sobre mobilidade no São Paulo Innovation Week? Veja principais temas
‘Precisamos glamourizar o transporte coletivo’
Para a especialista em cidades inteligentes Paula Faria, o maior desafio da mobilidade urbana está na forma como as inovações são aplicadas. Crédito: Edição: Larissa Kinoshita
Nas grandes cidades, a mobilidade deixou de ser apenas um meio para se tornar protagonista. A partir dessa lente ampliada, especialistas convidam o público a repensar os deslocamentos no futuro urbano no São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de inovação, tecnologia e empreendedorismo promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, entre os dias 13 a 15 de maio, na capital paulista.
Mais do que discutir transporte, o evento mostra como fluxos e conexões moldam territórios e impactam a vida nas metrópoles. “Mobilidade não é só deslocamento, mas um ativo estruturante das cidades”, resume Paula Faria, curadora e especialista em cidades inteligentes.
AGENDA
O SPIW vai reunir mais de 2 mil palestrantes em dezenas de palcos distribuídos entre a Arena Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). A programação é organizada em trilhas temáticas, que vão de tecnologia e negócios a impacto social.
O melhor festival global de tecnologia e inovação aterrissa em uma das cidades mais potentes do mundo.

Paula Faria, especialista em Cidades Inteligentes e curadora do São Paulo Innovation Week Foto: Leão Produtora/Divulgação
A trilha de mobilidade costura debates que vão do desenho urbano à transição energética, passando por inovação tecnológica e inclusão social, sempre com foco no que já está acontecendo e no que vem pela frente.
Infraestrutura que redesenha o mapa urbano
A discussão ganha escala logo na abertura: como a mobilidade redefine cidades inteiras. O especialista Sérgio Avelleda, referência nacional no tema, abre os trabalhos com uma provocação direta: por que o transporte deve ser encarado como ativo estratégico por governos e investidores.
Na sequência, lideranças do setor público e privado discutem quem decide os rumos da mobilidade nas regiões metropolitanas e como integrar modais tradicionais a soluções emergentes, como a mobilidade aérea urbana. Um dos participantes é Gilmar Pereira Miranda, subsecretário de Mobilidade e Trânsito da Prefeitura de São Paulo.

André Salcedo, presidente da Motiva Trilhos e palestrante do São Paulo Innovation Week, vai discutir como projetos de mobilidade transforma territórios e mercados
Foto: Divulgação/MetrôCPTM
Outro ponto alto do dia é o debate sobre a relação cada vez mais íntima entre transporte e mercado imobiliário. A infraestrutura de mobilidade conecta pontos e cria novos centros, redefinindo o crescimento urbano. Cases concretos vão mostrar como grandes projetos mudaram a lógica de cidades e mercados.
Mobilidade como pauta climática e de negócios
No segundo dia, o eixo se desloca para um dos temas mais urgentes do presente: a transição energética. Aqui, a mobilidade assume papel central na agenda climática e no radar de investimentos.
Executivos, especialistas e gestores públicos, entre eles, Anderson Farias, prefeito de São José dos Campos, discutem desde a descarbonização dos sistemas de transporte até os desafios da eletrificação em larga escala. O debate explora como transporte, energia e capital estão cada vez mais interligados, abrindo espaço para novos modelos de negócio e oportunidades econômicas.

Sérgio Avelleda, consultor em Mobilidade Urbana e ex-secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão
A programação avança ainda sobre logística e produtividade urbana, com nomes de peso do setor privado debatendo como cidades eficientes são, antes de tudo, locais de circulação de pessoas a mercadorias.
Tecnologia, inclusão e o futuro em construção
O terceiro dia projeta o olhar para frente, sem perder o pé no presente. A mobilidade aparece como ferramenta de inclusão e direito básico, em uma discussão que conecta acesso, dignidade e planejamento urbano.
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Nesse contexto, a vereadora Renata Falzoni, presidente da subcomissão de Regulamentação do Mototáxi da Câmara Municipal de São Paulo, será uma das debatedoras sobre mobilidade como direito e dignidade na mesa “Inclusão, dados e futuro”.
Painéis sobre inteligência artificial e uso de dados mostram como sensores, plataformas e algoritmos já estão transformando a gestão das cidades. Representantes de empresas de tecnologia e mobilidade urbana discutem como decisões orientadas por dados podem tornar o transporte mais eficiente e mais justo.
O encerramento reúne especialistas para traçar cenários sobre o futuro da mobilidade no Brasil, passando por novas tecnologias, modelos de negócio e soluções que prometem redesenhar o cotidiano urbano nos próximos anos.
A vereadora Renata Falzoni, presidente da Subcomissão de Regulamentação do Mototáxi – Câmara Municipal de São Paulo, vai debater a mobilidade como direito Foto: Itapuí Comunicação/Divulgação
O grande diferencial da trilha está na sua abordagem transversal, de acordo com Paula Faria. Ao conectar infraestrutura, clima, inovação e inclusão, o evento propõe uma leitura mais completa e realista dos desafios urbanos.
Em um momento em que as cidades buscam respostas urgentes para crescer com eficiência e equidade, a mobilidade surge não apenas como problema a ser resolvido, mas como chave para transformar o futuro.



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