Saiba se o seu Estado tem mais mulher do que homem; veja ranking
Quais são os nomes e sobrenomes mais comuns do Brasil, segundo o IBGE?
Os dados confirmam que somos um País de Silvas com mais de 34 milhões de registros. Crédito: Amanda Botelho/Estadão
Segundo novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). nesta sexta-feira, 17, existem 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil. Isso significa que está faltando homem mesmo, uma queixa recorrente das mulheres, sobretudo daquelas com mais de 40 anos.
O Estado com a maior diferença proporcional entre homens e mulheres é o Rio de Janeiro. Seguido de Sergipe e Ceará.
Os números do último Censo mostraram que, em 2022, a população brasileira era formada por 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens – cerca de 6 milhões de mulheres a mais. Segundo os demógrafos, as chamadas causas externas, como acidentes graves e violência urbana, que vitimam muito mais homens, e o fato de as mulheres cuidarem mais da saúde explicam essa diferença.
O fenômeno não é recente. A série histórica da PNAD mostra que, em 2012, a população residente do País era formada de 48,9% de homens e 51,1% de mulheres. A proporção se manteve até 2018. Em 2019 houve uma ligeira alteração, passando para 48,8% e 51,2%. Até 2024, as porcentagens se mantiveram.

Diferença entre mulheres e homens se acentua na população mais velha. Foto: Pavlo Vakhrushev/Adobe Stock
Por razões biológicas, em todo o mundo nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres. No Brasil, essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina.
Isso acontece porque entre os adultos jovens são registradas muito mais mortes de homens do que mulheres. Essas mortes estão relacionadas às causas não naturais, ou seja, violência e acidentes.
Por outro lado, a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente. Isso é atribuído ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos. Por isso, na faixa etária acima dos 60 anos, é comum o número de mulheres ser mais elevado.
Com a transição demográfica brasileira – envelhecimento da população e redução dos nascimentos -, essa diferença fica ainda mais evidente.
A tendência se repete em todas as regiões e, praticamente, em todos os Estados do País, segundo a PNAD. As únicas exceções são Tocantins, onde são 105,5 homens para 100 mulheres, Mato Grosso, com 101,1, e Santa Catarina, onde são 100,2 homens para 100 mulheres.
Do ponto de vista regional, o tipo de oferta de trabalho pode elevar a proporção de homens, como em lugares com atividades com a mineração e o agronegócio.
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A notícia sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres. Segundo estudo do professor de Ciência Comportamental da London School of Economics Paul Dolan, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas.
De acordo com o pesquisador, os homens se beneficiam muito mais com o casamento, porque passam a se cuidar melhor, se alimentar de forma mais saudável e ter apoio emocional. As mulheres, por sua vez, ficam mais sobrecarregadas. É comum que elas precisem acumular obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos.



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