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Quantas pessoas pagam aluguel no Brasil? A quantidade de brasileiros com casa própria diminuiu?

Quantas pessoas pagam aluguel no Brasil? A quantidade de brasileiros com casa própria diminuiu?

Quais são os nomes e sobrenomes mais comuns do Brasil, segundo o IBGE?

Os dados confirmam que somos um País de Silvas com mais de 34 milhões de registros. Crédito: Amanda Botelho/Estadão

A nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira, 17, confirmou a tendência que já vem sendo apontada há alguns anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): cada vez menos brasileiros têm casa própria e, cada vez mais, vivem de aluguel.

A porcentagem de domicílios próprios já pagos era de 66,7% em 2016 e caiu para 60,2% no ano passado – uma redução considerada significativa, de 6,5 pontos porcentuais.

Embora a parcela da população que vive de aluguel ainda seja minoria, ela vem crescendo continuamente. Eram 18,4% de imóveis alugados em 2016, ante 23,8% em 2025, um aumento de 5,4 pontos porcentuais. Para o economista e demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, os números não indicam, necessariamente, que há menos pessoas proprietárias de imóveis no País. Segundo ele, os dados podem refletir uma crescente mobilidade entre os estados.

“Por exemplo, eu moro no Rio e arrumo um emprego em São Paulo”, exemplificou. “Então eu alugo o meu apartamento daqui para alguém e alugo um outro apartamento para morar em São Paulo.”

Pode parecer surpresa para quem vive em grandes centros urbanos, como São Paulo ou Rio de Janeiro, mas a população brasileira ainda mora predominantemente em casas (não em apartamentos).

 Quantas pessoas pagam aluguel no Brasil? A quantidade de brasileiros com casa própria diminuiu?

Avenida Beira-Mar, em Florianópolis: aumenta o número de pessoas vivendo em apartamentos no Brasil, segundo o IBGE Foto: Adobe Stock

Entretanto, essa tendência começa a mudar, com a urbanização cada vez mais acelerada do País. De acordo com os dados do IBGE, em 2016, 86,1% dos domicílios do País eram casas, ante 82,7%, em 2025. Por outro lado, no mesmo período o número de apartamentos ocupados passaram de 13,7% para 17,1%.

“Devemos considerar a evolução das cidades, onde se dá preferência à construção de prédios de apartamentos, uma vez que, em um mesmo terreno, é possível ter dezenas de unidades domiciliares em vez de uma”, disse o economista William Araújo Kratochwill, pesquisador do IBGE responsável pela divulgação dos dados.

“Até o século passado, éramos um País predominantemente rural, agora, somos predominantemente urbanos, é natural que aumente a porcentagem de apartamentos nas aglomerações urbanas.”

Além disso, acrescenta o economista, em geral, é mais barato comprar um apartamento pequeno do que uma casa. Sem falar na questão da segurança; os prédios tendem a ser mais seguros.

Os novos dados da PNAD corroboram os números do Censo 2022, registrando um aumento significativo do número de domicílios nos últimos anos e da porcentagem das habitações alugadas, não próprias. Segundo os novos dados, o número de domicílios particulares permanentes no País foi estimado em 77,7 milhões – um valor 4,8% maior do que o registrado um ano antes e 15,6% maior do que em 2016.

Geladeira e meio de transporte próprio

Mas como é essa casa em que vive o brasileiro? De forma geral, é possível dizer que a maioria dos brasileiros vive em casas com paredes de alvenaria ou taipa com revestimento; telhado com telhas, laje ou ambos; e piso de cerâmica, lajota ou pedra. A grande maioria também tinha abastecimento de água, energia elétrica e banheiro ligado à rede de saneamento ou fossa séptica.

A nova edição da PNAD investigou também a existência de alguns bens de consumo representativos nos domicílios, como geladeira, máquina de lavar roupa, automóvel e motocicleta.

De acordo com os dados, 98,2% dos domicílios tinham uma geladeira. A máquina de lavar apresenta uma cobertura um pouco mais baixa, porém ainda significativa: 72,4%. A maioria dos domicílios apresentava um meio de transporte próprio, 49,1% com carros, 26,2% com motos e 12,5% com ambos.

“A geladeira, atualmente, é um bem praticamente universal”, afirmou o economista William Araújo Kratochwill, que apresentou o novo levantamento. “A máquina de lavar roupa segue aumentando de forma consistente; são sinais de evolução, do amadurecimento da economia brasileira.”

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