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Messi e Cristiano Ronaldo chegam à última Copa com ambição – 25/04/2026 – Esporte

Messi e Cristiano Ronaldo chegam à última Copa com ambição – 25/04/2026 – Esporte

Eles continuam a desafiar a lógica do esporte e são capazes de atuar em alto nível na reta final de suas carreiras. Mas, ao que tudo indica, a Copa do Mundo de 2026 será a última dos craques Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Não se trata meramente de uma celebrada despedida, uma turnê para aplausos na América do Norte. Os dois vão ao Mundial –que será disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, de 11 de junho a 19 de julho– com verdadeira ambição de lutar pelo título e ampliar seus já incrivelmente impressionantes currículos.

Só por entrar em campo, eles já quebrarão um recorde. Serão os primeiros jogadores a participar de seis edições da competição. Mas listar os números de Lionel e Cristiano chega a ser cansativo.

Para ficar nos gols, ambos estão perto do milésimo: Ronaldo tem 969; Messi, 905. E Messi tem a possibilidade de assumir o posto de maior artilheiro da história das Copas –com 13, precisa de três para igualar o atual líder, o alemão Miroslav Klose.

Eles hoje atuam em mercados ricos, mas periféricos esportivamente. Na Arábia Saudita e nos Estados Unidos, o português de 41 anos e o argentino de 38 vão prolongando suas carreiras e produzindo estatísticas ainda notáveis, enquanto se preparam para o Mundial derradeiro.

Cristiano, do Al Nassr, tem 36 jogos na temporada 2025/26, incluindo os cinco por Portugal nas Eliminatórias, com 31 gols e quatro assistências. No futebol norte-americano, a temporada segue o calendário gregoriano: em 2026, Messi, do Inter Miami, jogou 12 vezes (duas pela Argentina), com nove gols e uma assistência.

Os longevos craques adaptaram seu futebol. Se antes partiam dos lados do campo obliterando defensores, agora se posicionam mais perto do gol. No caso de Ronaldo, exímio finalizador, como um verdadeiro centroavante. Já Lionel se tornou um segundo atacante, alguém que ronda a área, na região da meia-lua, à espera do momento de usar seu talento em espaço curto.

“Ano após ano, vamos tentando melhorar sempre algum aspecto. Com a idade, vamos perdendo algumas habilidades, e é necessário fazer um ajuste. Se um jogador quer ter longevidade, precisa de um poder de adaptação grande. Não é coincidência que eu esteja no mais alto nível há mais de 20 anos”, afirmou o português.

“Mudei meu estilo de jogo por causa do momento, da situação e da minha idade. Estou me adaptando um pouco a tudo. Comecei a me reinventar”, disse o argentino, que completará 39 anos em junho, durante a Copa.

Messi não chegou a confirmar sua participação na competição. Líder do título alviceleste em 2022, tratou inicialmente a sequência como uma despedida, mas foi ficando na seleção. Sempre que questionado sobre o assunto, responde que a decisão sobre 2026 dependerá de seu estado físico e mental.

“Vocês sabem o que eu penso sobre o assunto”, declarou o técnico da equipe nacional, Lionel Scaloni. “Não são só os argentinos que querem vê-lo na Copa, é todo o mundo. Porém é uma decisão dele.”

A esta altura, exceto no caso de uma lesão mais séria, a presença do camisa 10 no Mundial é uma quase certeza. A possibilidade do bi –a Argentina manteve a base campeã no Qatar, venceu a Copa América de 2024 e liderou com folga as Eliminatórias da América do Sul– apresenta-se como uma chance boa demais para ser recusada.

No caso de Cristiano, não há mistério. Ele, que jamais foi além das semifinais na Copa, provavelmente nunca teve companheiros de tão alto nível. Se outrora precisava carregar nas costas versões limitadas do time lusitano, hoje conta com meio-campistas de altíssimo nível, como Vitinha e Bruno Fernandes.

Dirigida pelo espanhol Roberto Martínez, a formação de Portugal ainda não mostrou regularmente um futebol coletivo proporcional a seus talentos individuais. Ainda assim, conquistou vaga no Mundial com a liderança de sua chave nas Eliminatórias e venceu no ano passado a Liga das Nações da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), com um triunfo nos pênaltis sobre a Espanha.

“Vamos aproveitar o momento, viver o momento”, disse Ronaldo.

Ele é o único jogador com gols em cinco Copas. Messi é o único com assistências em cinco Copas. Eles estarão na América do Norte batalhando por um lugar ainda maior na história do futebol.

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