Silêncio, por favor: as vítimas da poluição sonora na São Paulo de 1974
Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974 com notícia sobre a Lei do Silêncio. Foto: Acervo Estadão
O excesso de barulho e ruídos em São Paulo é um problema que aflige os paulistanos progressivamente à medida do crescimento da cidade. Relatos de diferentes épocas registram os efeitos do poluição sonora na vida das pessoas.
Em 4 setembro de 1974, quando uma lei municipal tentava conter o problema, o tema ocupou uma página inteira do Jornal da Tarde, que também destacou a questão na capa.
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Jornal da Tarde – 4 de setembro de 1974
Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974 com notícia sobre a Lei do Silêncio. Foto: Acervo Estadão
Silêncio, por favor
As buzinas estridentes e escapamentos alterados talvez comecem a calar-se neste fim de semana: para que a Lei do Silêncio — sancionada pelo prefeito na última sexta-feira — entre em vigor no trânsito da cidade, só falta estabelecer alguns detalhes sobre o critério de aplicação das multas.
A aplicação da lei a outras fontes de poluição sonora — indústria, comércio, construção civil ainda depende de um decreto que estabeleça os níveis máximos de som permitidos, Esse decreto só será baixado dentro de dois meses.
Mas as multas sobre proprietários e motoristas de automóveis não dependem desse cálculo. Segundo o diretor do DSV, coronel Loredano Cássio — que neste fim de semana estudará as multas com a Cogep — a medição em decibéis nos automóveis em trânsito é impraticável. Por isso ele mesmo explicou a João Evangelista Leão, coordenador da Cogep (órgão que elaborou a lei), que devem ser punidos todos os carros que não estejam obedecendo as especificações do fabricante.
— Não adianta apenas fixar limites, disse ele.
— Quem teima em modificar as características da fábrica, “pau nele”.
Pois o barulho deve ser uniforme, do tipo que nós, técnicos, denominamos barulho “branco”. Isto é: um ruído que não se destaque, não perturbe o ambiente nem cause irritação. Quem usar outro tipo de escapamento será rigososamente punido.
O coronel referiu-se particularmente aos proprietários de Volkswagen que costumam usar carros de descarga abertos, para aumentar o barulho. “Não existe nada mais irritante”. exclamou.
Pela lei, os proprietários de carros sem dispositivos silenciosos de escapamento fornecidos pelo fabricante, que usem buzinas a ar comprimido – e que buzinem fora de situações de emergência, ficarão sujeitos a multas de até dois salários mínimos (Cr$ 753,60).
CONTiNUA APÓS PUBLICIDADE
Após a aplicação da multa, o responsável pelo veículo deve se apresentar ao “órgão competente” no prazo máximo de cinco dias, para verificar a eliminação da irregularidade. Detaois de dez dias, a multa será triplicada e, depois, se persistir a irregularidade, a fonte causadora da infração será apreendida.
A lei anterior, em vigor atualmente, diz que deve ser apreendido o veículo” que exceder o limite de barulho, fixado em decibéis, e multado o proprietário em 20% do salário mínimo caso a infração se repita, a multa será aplicada em dobro.
Os limites de barulho – fixados em 84 decibéis para automóveis de passeio, motocicletas e camionetas, 92 decibéis para caminhões e ônibus e 104 decibéis para as buzinas – continuarão respeitados pelas fábricas e também na hora da lacração no Detran, mesmo após entrar em vigor a nova lei, que pune todos automóveis que estiverem fora das especificações do fabricante. Porque a nova lei é municipal, e a anterior, federal.
Napoleão Mendes de Almeida no Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974. Foto: Acervo Estadão
Professor Napoleão, filólogo.
Desde 1956 o professor Napoleão Mendes de Almeida luta contra um inimigo aparentemente invencível: o apito dos guardas de trânsito.
Os apitos dos guardas de trânsito já fizeram o professor Napoleão Mendes de Almeida, gramático, filólogo e escritor muito conhecido, mudar de casa e de escritório. Levaram-no a escrever uma carta ao governador, em 1956, e a promover uma exibição em praça pública, para provar o que seus filmes feitos na Europa documentam: o apito do guarda de trânsito é perfeitamente dispensável.
A carta ao governador e a exibição em praça pública — foi na praça do Patriarca — deram uma vitória a Napoleão: o uso dos apitos foi proibido, embora essa determinação não fosse respeitada por mais do que poucos dias.
As mudanças de casa e de escritório não o salvaram: na Aclimação, para onde mudou, foi o apito do guarda noturno, só vencido com a ajuda da Polícia e um susto no guarda. E no escritório da rua Senador Paulo Egidio, onde está há 13 anos, a melhor arma do professor é um aparelho de ar condicionado, que torna possível o trabalho com todas as janelas fechadas.
Mesmo assim, o som dos apitos vence o vidro das janelas, vara uma porta sempre fechada e chega ao escritório do professor. São o motivo pelo qual em muitas ocasiões ele suspende seu trabalho bem antes da hora habitual.
O problema em 1956, era o guarda da praça do Patriarca, que apitava do mesmo lugar onde os guardas apitam hoje. O escritório do professor ficava pertinho na rua Libero Badaró. Ele escreveu ao então governador Jânio Quadros uma carta em que analisava “a torturante modalidade de dirigir o trânsito nas praças e ruas de São Paulo por meio de apito”.
A carta recebeu este despacho do governador: “De fato, o apito é sobejidão onde há luminosos (semáforos). Proibia-se terminantemente, nas condições em que é ouvido e o missivista descreve”.
Mas o professor obtivera autorização para fazer urna demonstração na praça do Patriarca e a fez: pediu ao então diretor do transito que retirasse o apito usado pelo guarda. Isso foi feito, e o trânsito, orientado apenas pelo semáforo automático, fluiu “muito melhor”.
Apesar de tudo, os apitos dos guardas continuaram a incomodar Napoleão. Ele percorreu toda a cidade, à procura de um lugar sem apitos, para lá instalar seu escritório. Encontrou o prédio da rua Senador Paulo Egídio, perto do Largo de São Francisco, onde ocupou salas no 11° andar.
Mas uma surpresa — péssima — o aguardava.
Ao escolher o novo escritório, o professor não tinha notado que a escola Álvares Penteado, na esquina do largo São Francisco com rua Benjamim Constant, estava em período de férias. Quando ele se instalou no escritório, a escola já funcionava e tinha quatro guardas de trânsito apitando à porta.
Na época da mudança, o professor morava na praça Oswaldo Cruz, onde, entre todos os problemas de poluição sonora, incluía-se o trabalho noturno de uma oficina de funilaria para automóveis. Napoleão apelou à Prefeitura, escreveu para o presidente da Câmara. A oficina foi multada e ameaçada de ser fechada em dez dias, caso não cessasse o barulho.
Mas quando o professor resolveu mudar de casa, muito tempo depois, a oficina continuava a martelar seus carros. A nova casa ficava na Aclimação, num lugar tranquilo, com todas as conveniências necessárias, que incluíam o zelo de um guarda noturno —com seu apito.
Em suas noites mal dormidas, Napoleão podia meditar sobre a obtusa filosofia dos guardas noturnos: apitavam, para advertir um possível ladrão de que estavam chegando. Mas se este ladrão se escondesse, podia depois agir com segurança — avaliando pelo apito a distância em que o guarda se encontrava.
A última das tentativas do professor para dormir em paz levou-o a um delegado de Polícia.
Este cedeu a Napoleão um carro policial com motorista e foi o próprio professor quem deteve o guarda noturno. Na Delegacia, o guarda foi aconselhado a desistir de seu método. “senão — disse-lhe o delegado — você vai acabar apitando no Mato Grosso.”
Mas para as horas de trabalho havia o apito do guarda — agora apenas um – de serviço em frente à escola Álvares Penteado. Napoleão acabou procurando a diretor de trânsito, que tomou providências imediatas: mandou substituir o guarda apitador. No dia seguinte havia em frente à escola um novo policial de trânsito —que também se revelou muito bom no apito.
Desta vez, o professor resolveu falar diretamente com o guarda. E foi assim que conseguiu sossego por quase dois anos e meio, tempo em que pagou ao guarda um salário mensal, corrigido de acordo com o salário mínimo. Nos últimos meses, o salário estava em 50 cruzeiros.
Por fim, a Álvares Penteado deixou o prédio do largo de São Francisco. Mas as obras do metrô na praça da Sé e as conseqüentes alterações do trânsito fizeram da esquina Brigadeiro Luiz Antonio-Riachuelo-Cristóvão Colombo um lugar de tráfego difícil. Havia três guardas apitando ali, ontem à tarde.
Fechado em seu escritório, Napoleão contava um caso acontecido recentemente: o de um contador a quem o apito dos guardas perturbava seu trabalho. Pois o contador passou a bombardear os policiais, das altas janelas de seu escritório, com sacos plásticos cheios de água.
E o professor considerava: o uso do apito pelos policiais de trânsito contraria as leis, no capítulo do respeito ao sossego público; e não tem a menor utilidade.
O trânsito dirigido por esse meio — ponderava — obedece ao critério pessoal do guarda, que pode estar nervoso, irritado por um incidente anterior de trânsito ou por ter brigado com a mulher. O som de uma buzina é momentâneo, enquanto o do apito “é permanente, intempestivo e sem ritmia”.
O guarda de trânsito apita, dizia ainda, para mostrar autoridade ou provar a um superior que lhe chegue perto que é um esforçado.
—A ordem é apitar.
O professor não ouviu esta explicação dada pelo cabo que ontem à tarde comandava dois soldados, no cruzamento Brigadeiro Luiz Antonio-Riachuelo-Cristovão Colombo, lugar onde se localiza seu atual problema.
O cabo dizia, entre um trinado e outro:
— É a nossa obrigação, a ordem que recebemos. Não podemos ficar sem apitar. O motorista é moroso e o apito faz com que ande mais depressa
E o cabo e seus dois ajudantes continuaram cumprindo com o seu dever.
Rogério Duprat no Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974. Foto: Acervo Estadão
Rogério Duprat, músico.
Seu estúdio fugiu do barulho, para longe da cidade, para dentro de uma caixa de concreto e lã de vidro. Mas música demais também faz mal, e o maestro vai ficando meio surdo.
O som musical de instrumentos ou vozes é a matéria-prima do trabalho de Pauta Gravações e Publicidade do músico Rogério Duprat. Para que esse som seja gravado, em pleno centro da cidade, sem interferências, muitas precauções precisam ser tomadas.
O técnico de acústica Luís Augusto Botelho diz que há uma grande variedade de ruídos da rua que precisam ser isolados ou absorvidos para que não perturbem as gravações:
— Aqui tivemos de construir urna segunda parede de alvenaria, além da parede do edifício para conseguir o isolamento, que mesmo assim nem sempre é perfeito. Os ruídos mais irritantes para o ouvido (os de frequência média, como o apito do guarda ou a serra elétrica) são fáceis de isolar. Os piores são os de frequência baixa ou muito baixa, produzidos por vibrações da estrutura do prédio, como as que os caminhões pesados provocam.
Rogério Duprat explica que uma parte do estúdio vai se mudar para um bairro, fugindo, entre outras coisas, do barulho da rua. Hoje, um estúdio precisa funcionar num prédio construído especialmente para isso. No caso de “Vice-Versa” (o novo estúdio) foi construído uma grande caixa de tijolos e concreto dentro de outra do mesmo material, como um vão de ar e lã de vidro entre as duas.
Luís Augusto Botelho dá mais um exemplo de sons pouco audíveis que podem interferir muito nos aparelhos de gravação:
— Essas brocas modernas de dentista emitem ruídos numa frequência muito alta, fora da gama audível. Mas é um ruído difícil de isolar. Naturalmente, não é o nosso caso. Mas eu sei que muitos dentistas apresentam problemas de surdez por causa desses aparelhos.
Rogério Duprat cita seu caso particular de audição cansada de tanto som:
— O ruído é o som desagradável e a música deve ser composta de sons agradáveis. (Naturalmente há muita música que é puro ruído, mas isso é outra coisa.) Minha audição no entanto, vem apresentando deficiências já há muitos anos porque meus ouvidos “são exigidos” demais, mesmo por sons agradáveis
O problema do maestro Duprat, comum entre bateristas e técnicos de som, é provocado por muitas horas seguidas em muitos dias seguidos de gravação musical.
— Um LP continua Duprat — dura aproximadamente uma semana com oito horas diárias para ser gravado. Depois de toda esse tempo, até o barulho da rua é bom de ouvir.
Mas há uma sobrecarga do ouvido mais grave ainda no campo musical:
— A musica pop. Essa tem de ser “a todo vapor” uns 700 watts de saída para cada caixa de som — senão não será pop. Há pesquisas americanas mostrando que toda essa gente — músicos e ouvintes — está ficando surda.
Giulio Lucchiari no Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974. Foto: Acervo Estadão
Giulio Lucchiari, afinador de pianos.
Sob roncos de motor, buzina e apitos, o afinador procura diferenças ínfimas entre sons musicais. E acha.
II signore Giulio Lucchiari, técnico afinador de pianos com especialização em Nova York e Munique, aprendeu a discernir finíssimas diferenças de sons. Escolheu, para morar, a cidade que considera a mais ruidosa do mundo.
Ré — e um carro passa roncando Fá — e uma buzina fende o ar. Mi — e o guarda apita. Giulio Lucchiari sabe esperar cada intervalo fugaz de silêncio e preenchê-lo rapidamente, batendo a tecla
— A natureza humana e a técnica vencem sempre — é seu antigo lema.
A técnica, ao menos, conseguiu adaptar-se. 0 piano afinado, e os ruídos do trânsito reduzidos a “um incômodo tolerável”.
Mas a natureza humana protesta: se Giulio Lucchiari tivesse autoridade no trânsito, sairia pelas ruas cassando as licenças de todos os motoristas barulhentos. Em Nova York é assim. Lucchiari viveu lá e sabe.
As buzinas soam aos ouvidos apurados como acordes musicais, mesmo que o técnico afinador não queira. Os acordes de terças: intervalos de dó a mi, por exemplo, chegam ainda a ser harmônicos. Mas há buzinas premidas em todas as notas incessamente, e ainda existem aquelas que executam “pequenas árias”, trechos de música.
Um vizinho de Lucchiari, do prédio em que mora na rua Major Diogo, tem uma dessas. Toda a noite faz anunciar sua chegada buzinando sua melodia.
— O que quer essa gente? Tocar uma fanfarra na rua?
Á porta da Planos Arte Ltda, a loja de Lucchiriari na rua Coronel Diogo, é difícil até conversar. Lucchiari aponta para um prédio imaginário para explicar o que é falta de consideração pelos outros, falta de civilidade: uma pessoa chega de carro e fica buzinando até que seu amigo ou parente apareça numa janela de vigésimo andar.
Civilidade. Os países latinos e latino-americanos, vai dizendo, estão um pouco atrasados nisso. A Itália não fica atrás… Nápoles, por exem-lo, quanto barulho!
Um afinador de pianos sente mais esse problema do que um homem comum. Em compensação, um técnico especializado como Lucchiari pode empregar-se bem em qualquer grande capital do mundo. Mas é que ele gosta de São Paulo. Ama seu dinamismo e a vontade de trabalhar de seu povo. Tem aqui bons amigos.
É aqui que viverá. Mais tarde, quem sabe, o problema do excesso de ruídos seja resolvido. A cidade de São Paulo ensinou-lhe muitas coisas, entre outras que não bata ser um afinador de pianos experimentado. E preciso também ser bom motorista. Ontem mesmo uma mulher o fechou com seu carro e o obrigou a uma freada brusca. E a buzinar.
Achilles Tovagliari no Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974. Foto: Acervo Estadão
Achilles Tovagliari, relojoeiro.
Ele tem duas armas infalíveis contra o barulho das ruas: a paciência, o tique-taque dos relógios.
Que pode todo o ruído do Minhocão, que podem quatro ruas e uma avenida com seus milhares de carros contra a sensibilidade de um só homem, entrincheirado em seu pequeno corredor? Ali, os tique-taques de seis relógios-cuco dissolvem-se numa pasta de ronco e buzinas — mas só para os ouvidos do visitante, do outro, daquele que não é o relojoeiro. Porque o relojoeiro em ação é um homem muito especial, distante, inatingível. Porque o relojoeiroi diz mestre Achilles, tem o barulho dos relógios dentro da cabeça.
Lá fora, pode cair o mundo. No corredor do 287, no largo do Arouche, Achilles Tovagliari continuará, como faz há 45 anos, a esticar as ínfimas cordas, a rodar as delicadas rodas em que se espreme o tempo.
Claro que houve tempos mais agradáveis, quando as ruas não eram calçadas e nas calçadas havia o zum-zum das pessoas na grande feira do Largo do Arouche, uma feira fantástica, a maior da Capital, onde se vendia de tudo, e que foi morrer somente em 1954, após uma existência que se perde no passado da cidade.
Então um relojoeiro tinha muito mais silêncio do que nos dias de hoje. O bonde vinha dos lados da Santa Cecília e subia pela rua Jaguaribe… até que se perdeu, também, dentro do progresso da cidade – mas mestre Achilles não lamenta, não reclama, porque acha que de nada valem as lamentações de um relojoeiro.
Ainda mais que ele não é um relojoeiro qualquer: ele é um relojoeiro que nasceu em uma família de relojoeiros, os Tovagliari, desde os tempos de Guatala, com suas gerações e gerações acostumadas com o mundo das rodas de carga e transmissão, âncoras, eixos, cabelos, e todos os parafusos que formam um relógio.
É claro que os relógios de hoje são mais complicados — e ainda é preciso ouvir com seus toques precisos e mínimos os sons de milhões de automóveis, buzinas, descargas — mas também não era nada fácil enfrentar os grandes cebolas que os senhores puxavam dos bobos dos coletes…
Ah, quando um daqueles velhos relógios de bolso adoeciam… não era nada fácil lutar contra as suas doenças. Doenças: gíria de relojoeiro falando de relógios, maneira que eles têm de dizer que um relógio é como um ser humano.
Nos tempos em que Achilles começou a ser um médico de relógios, em uma cidadezinha ao norte da Itália só existiam esses grandes relógios de bolso, que estragavam por qualquer coisa. Mas, como hoje existem relógios muito sofisticados, em seu muito velho armário de vidro Achilles guarda revistas de relojoaria, vindas de todo o mundo, para poder diagnosticar as doenças de todos os aparelhinhos que vão chegando, a cada dia que passa. Porque, aos 67 anos, um homem sabe que só a prática, mesmo uma longa prática, não é suficiente…
Nesta idade, um homem já ganhou o que é mais importante, a paciência, a maior arma que alguém pode usar, no meio de uma fábrica de ruídos, o Largo do Arouche de hoje, para curtir o tique-taque dos relógios, tradição dos Tovagliari, desde muitos anos atrás.
Jornal da Tarde de 4 de setembro de 1974 com notícia sobre a Lei do Silêncio. Foto: Acervo Estadão
JORNAL DA TARDE
Por 46 anos [de 4 de janeiro de 1966 a 31 de outubro de 2012] o Jornal da Tarde deixou sua marca na imprensa brasileira.
Neste blog são mostradas algumas das capas e páginas marcantes dessa publicação do Grupo Estado que protagonizou uma história de inovações gráficas e de linguagem no jornalismo. Um exemplo é a histórica capa do menino chorando após a derrota da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.



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