Gonet rejeita pedido de prisão preventiva contra Eduardo Bolsonaro feito por Lindbergh

Gonet rejeita pedido de prisão preventiva contra Eduardo Bolsonaro feito por Lindbergh

Solicitação estava relacionada ao inquérito que investiga a atuação do deputado e do comentarista Paulo Figueiredo em uma suposta articulação com autoridades dos Estados Unidos

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL – SP) durante audiência na Câmara

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou nesta terça-feira (14) o pedido de prisão preventiva feito pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) contra o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A solicitação estava relacionada ao inquérito que investiga a atuação de Eduardo e do comentarista Paulo Figueiredo em uma suposta articulação com autoridades dos Estados Unidos para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento da ação penal do golpe, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado.

Em sua manifestação, Gonet afirmou que os parlamentares não têm legitimidade processual para requerer medidas cautelares como a prisão. “Sem embargo do denodo com que atuam os parlamentares, não estão habilitados no feito em nenhuma dessas posições”, escreveu o procurador-geral.

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Apesar da negativa, Gonet indicou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá, futuramente, avaliar se há fundamentos para solicitar medidas cautelares próprias, inclusive prisão, “no instante que estime oportuno”. O procurador-geral também rejeitou o pedido de suspensão de pagamentos de subsídios, cotas e verbas parlamentares de Eduardo Bolsonaro, ressaltando que esse tipo de decisão é de competência da Câmara dos Deputados, que já conduz procedimentos administrativos sobre o caso.

O pedido de prisão havia sido protocolado em julho, quando Lindbergh e Talíria alegaram que Eduardo Bolsonaro estaria negociando com autoridades norte-americanas para sabotar as instituições brasileiras, em especial o STF. Como evidências, citaram ofícios e declarações públicas feitas pelo parlamentar nos Estados Unidos, onde ele se encontra licenciado do mandato.

A investigação, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura se Eduardo Bolsonaro coordenou uma ofensiva internacional para questionar a legitimidade da condenação de seu pai e pressionar o Supremo. Eduardo e Paulo Figueiredo foram denunciados por coação no curso do processo no âmbito desse inquérito.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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