Renan Calheiros cobra da Fazenda dados sobre impacto fiscal de projeto do Imposto de Renda após mudanças da Câmara

Renan Calheiros cobra da Fazenda dados sobre impacto fiscal de projeto do Imposto de Renda após mudanças da Câmara

Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador afirmou que a pasta ainda não apresentou os novos números, apesar de ter se comprometido a fazê-lo

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, cobrou nesta quinta-feira (23) que o Ministério da Fazenda envie ao Senado os cálculos atualizados sobre o impacto fiscal do texto após as alterações feitas pela Câmara dos Deputados. Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan afirmou que a pasta ainda não apresentou os novos números, apesar de ter se comprometido a fazê-lo. “O governo precisa, pelo menos, colaborar. A Fazenda anunciou que o projeto era neutro, mas depois das modificações da Câmara, que afetaram quase R$ 30 bilhões, continua dizendo que é neutro. Eles ficaram de mandar os números e até agora não mandaram”, disse o senador.

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que participou da reunião, afirmou que cobrará do ministério o envio das informações “o mais rápido possível”. Renan criticou a postura da Fazenda, afirmando que a pasta tem feito “acordos com a Câmara, principalmente com o Centrão”, e que o governo age de forma contraditória. “Na Câmara, a Fazenda fez acordo para isentar atividade rural, o que afeta em quase R$ 8 bilhões a compensação do projeto, enquanto o Conselho Monetário Nacional restringe a renegociação de dívidas agrícolas a pouco mais de mil municípios”, declarou.

Apesar das críticas, o relator assegurou que o Senado atuará com responsabilidade fiscal. “O acordo que o Senado fará não será para arrebentar o arcabouço ou o equilíbrio fiscal”, afirmou. Renan também indicou que deve alterar o texto vindo da Câmara, utilizando recursos regimentais. “Temos o caminho das emendas de redação, da supressão de itens inconstitucionais, do fatiamento ou ainda da apresentação de um projeto autônomo para corrigir as impropriedades”, explicou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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