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PF cita tentativas de ocultação de provas e deflagra nova operação sobre desvios de cota parlamentar

PF cita tentativas de ocultação de provas e deflagra nova operação sobre desvios de cota parlamentar

PF cita tentativas de ocultação de provas e deflagra nova operação sobre desvios de cota parlamentar

Agentes da Polícia Federal saíram às ruas, nesta quarta-feira, para aprofundar as investigações sobre a movimentação e a destinação de recursos públicos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Na terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, a corporação cumpre medidas judiciais autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. O objetivo, segundo a PF, é coletar e preservar elementos de prova.

Foram identificados indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual, de acordo com a PF.

Fases anteriores da ação miraram o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), além de assessores dos parlamentares. Foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. A PF apura a suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Segundo a corporação, as investigações apontam indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

Não há, até o momento, informações sobre os alvos e endereços da operação desta quarta.

Segunda fase mirou Sóstenes e Jordy

Em dezembro de 2025, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. Em um endereço ligado ao líder do PL na Câmara, em Brasília, os agentes encontraram R$ 430 mil em dinheiro vivo. Na ocasião, na segunda fase da Rent a Car, a operação foi denominada “Galho Fraco”.

De acordo com a PF, “agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”. O dinheiro desviado, segundo a investigação, era enviado para empresas de fachada. O grupo, então, promovia a lavagem dos recursos. Os assessores dos dois movimentaram milhões, de acordo com investigadores que participam da operação.

Um ano antes de fazer a operação que tem como alvos o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Carlos Jordy, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra assessores dos deputados.

A operação da época foi denominada “Rent a Car” em referência ao suposto esquema, no qual uma empresa de locação de veículos era usada para simular contratos de prestação de serviços. Ainda segundo os investigadores, agentes públicos e empresários teriam firmado um “acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares” a partir dessa prática.

Nas redes sociais, quando foi alvo da segunda fase, Jordy afirmou que era alvo de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”. Ao GLOBO, ele acrescentou que “não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz”. Já Sóstenes negou ter cometido irregularidades no uso da cota parlamentar, disse que a investigação visava a “perseguir a oposição” e disse que o dinheiro encontrado no flat era proveniente da venda de um imóvel no Triângulo Mineiro.

Levantamento feito pelo GLOBO em dezembro de 2024 mostrou que os gastos de Sóstenes com aluguel de carro naquele ano representavam quase o dobro da média dos valores declarados por outros parlamentares.

Ao longo do ano passado, os gastos do parlamentar ultrapassaram R$ 137,9 mil, enquanto a média das despesas de outros deputados com essa categoria foi aproximadamente R$ 76,8 mil.

Já as despesas de Carlos Jordy com o aluguel de carros foram de R$ 65, 4 mil, estando abaixo da média geral e da sigla.

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