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Dermatite atópica impacta pele, sono e autoestima: saiba como tratar

Doença inflamatória e crônica, a dermatite atópica afeta profundamente a qualidade de vida, o sono e a saúde mental dos pacientes, exigindo cuidados contínuos e conscientização pública.

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Dermatite atópica impacta pele, sono e autoestima: saiba como tratar

A dermatite atópica é uma condição inflamatória crônica que ultrapassa as barreiras físicas da pele, repercutindo de maneira direta sobre o sono, a saúde mental e a autoestima dos pacientes. Em quadros mais severos, o prurido intenso provoca lesões e feridas que deixam a pele extremamente sensível a qualquer contato, tornando simples ações cotidianas, como vestir uma roupa ou tomar banho, fontes de intenso sofrimento e dor.

Especialistas apontam que a enfermidade costuma se manifestar com maior frequência em regiões de dobras, a exemplo de cotovelos, atrás dos joelhos e no pescoço, além de áreas de atrito como o rosto e as mãos. Fatores ambientais, emocionais e alimentares funcionam como gatilhos para as crises, que se alternam com períodos de melhora. O estresse emocional também desempenha um papel relevante no agravamento dos sintomas e no surgimento de novas lesões pelo corpo.

Além do desconforto físico, os pacientes frequentemente enfrentam o estigma social e o preconceito. Como a condição não é contagiosa, mas apresenta marcas visíveis, muitas crianças e adultos sofrem com o isolamento social e episódios de rejeição motivados pelo desconhecimento alheio. O 23 de setembro foi instituído como o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, com o propósito de informar a sociedade e combater o preconceito enfrentado por quem convive com o problema.

O diagnóstico da doença é eminentemente clínico, baseado na avaliação médica do histórico de lesões, na cronicidade e na intensidade da coceira, visto que não há exames laboratoriais específicos para detectá-la. A abordagem terapêutica envolve, primordialmente, a hidratação constante da pele para restaurar a barreira cutânea, banhos rápidos e mornos, além do uso de cremes, loções e medicamentos tópicos ou sistêmicos indicados por profissionais de saúde.

Para os casos de maior gravidade, a medicina moderna dispõe de tratamentos à base de imunobiológicos, que agem diretamente no sistema imunológico para conter as reações inflamatórias exacerbadas. No entanto, o alto custo dessas medicações restringe o acesso, muitas vezes limitando o tratamento de ponta à rede privada de saúde ou a planos de assistência médica suplementar.

Associações de apoio e entidades médicas reforçam a importância de orientar tanto os pacientes quanto seus familiares sobre a complexidade da enfermidade. Compreender que se trata de uma condição multifatorial ajuda a alinhar expectativas em relação ao controle dos sintomas e promove uma rede de suporte essencial para melhorar a qualidade de vida dos afetados.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano