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Omilia abre frente independente no Brasil após aporte de US$ 67 milhões

Especializada em IA para atendimento ao cliente, empresa estabelece operação autônoma no país impulsionada por captação internacional.

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Omilia abre frente independente no Brasil após aporte de US$ 67 milhões

A Omilia, companhia de tecnologia fundada em 2002 e especializada em inteligência artificial voltada para o atendimento ao cliente, deu início a uma frente totalmente independente no Brasil. A novidade faz parte da operação ibero-americana da empresa, que abrange a América Latina, Portugal e Espanha, contando agora com liderança própria, equipe dedicada e estratégias exclusivas de vendas, serviços, canais e entrega no território nacional.

Historicamente, grande parte das atividades e dos negócios da empresa no país dependia de uma rede de parceiros. Essa reestruturação ocorre logo após a conclusão de uma rodada de investimentos Série B no valor de US$ 67 milhões, equivalente a cerca de R$ 342 milhões, que teve liderança da Expedition Growth Capital. Atualmente, a companhia reporta uma receita recorrente anual (ARR) superior a US$ 60 milhões.

De acordo com Armando Trivellato, vice-presidente executivo da Omilia, os recursos obtidos por meio dessa captação estão sendo direcionados para financiar a expansão internacional da corporação. O montante apoia iniciativas de pesquisa e desenvolvimento, além da contratação de equipes locais focadas em pré-vendas, pós-vendas e implementação de projetos.

A estratégia de expansão da empresa divide a região em quatro ‘centros de excelência’: Brasil, México (que também cobre América Central e Caribe), Colômbia (responsável pelo restante da América do Sul), além de Portugal e Espanha. Segundo Trivellato, a segmentação obedece diretamente ao porte e à relevância econômica dos mercados-alvo da organização.

Projeções da Omilia indicam que o mercado brasileiro de inteligência artificial conversacional movimenta atualmente cerca de US$ 371 milhões. A expectativa da companhia é de que o setor registre um crescimento anual composto de 35%, podendo alcançar a marca de US$ 1,5 bilhão nos próximos anos.

Para a liderança da empresa, o Brasil figura entre os dois principais países da região em termos de adoção tecnológica e ocupa a liderança latino-americana no nicho específico de inteligência artificial. O vice-presidente aponta que, embora o mercado nacional e o global estejam em estágios iniciais, a escassez de capital em comparação a mercados maduros estimula a criatividade das empresas locais.

Luis Sirera, diretor da Omilia no Brasil, destaca que mais de 80% dos centros de contato brasileiros já experimentaram alguma ferramenta de inteligência artificial, mas que menos de 20% conseguiram converter esses testes em resultados financeiros efetivos. O executivo também aponta que o consumo digital no país é avançado, com mais de 90% das interações de atendimento ocorrendo via WhatsApp, o que exigiu adaptações na tecnologia original da empresa, concebida inicialmente para o sistema de SMS norte-americano.

Dentre os principais alvos comerciais da companhia no país estão o mercado financeiro, empresas de seguros, operadoras de telecomunicação e órgãos do governo federal. Originalmente focada em unidades de resposta audível (URAs) em 2002, a Omilia evoluiu para a experiência do cliente (CX) e agora transita para o conceito de atendimento individualizado e integrado conhecido como ‘Total Experience’.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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