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Doenças crônicas já respondem por quase 60% das mortes prematuras em Campo Grande

Plano de Enfrentamento da Sesau aponta avanço de obesidade, alimentação inadequada e aumento de fatores de risco para os próximos anos na Capital.

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Doenças crônicas já respondem por quase 60% das mortes prematuras em Campo Grande

Campo Grande tem nas doenças crônicas não transmissíveis o principal desafio de saúde pública para os próximos anos. O Plano de Enfrentamento das Doenças e Agravos Não Transmissíveis 2026-2029, publicado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) no Diogrande, mostra que enfermidades como problemas cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes foram responsáveis por mais da metade das mortes de pessoas entre 30 e 69 anos na Capital ao longo da última década.

O documento aponta que, entre 2016 e 2025, as doenças crônicas responderam por uma parcela entre 51% e 63% dos óbitos prematuros registrados no município, com exceção de 2021, quando a pandemia de covid-19 alterou o cenário. Em 2025, quase 60% das mortes na faixa etária de 30 a 69 anos tiveram relação direta com essas enfermidades.

O levantamento divide as causas em quatro grandes grupos: doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes. Os problemas do aparelho circulatório lideram as mortes prematuras na cidade, seguidos pelos tumores. Dentre os problemas cardiovasculares, o infarto agudo do miocárdio representou 43,5% dos óbitos em 2025, enquanto os acidentes vasculares encefálicos (AVCs) responderam por 21%.

No caso dos cânceres, o perfil das mortes sofreu alterações. O câncer de mama permaneceu como o principal tipo de tumor entre os óbitos prematuros em 2025 (10%), seguido pelo câncer de cólon (9,5%) e de brônquios e pulmões (8%). Já entre as doenças respiratórias, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica foi responsável por quase 60% dos óbitos do grupo, com forte associação ao tabagismo.

O plano também detalha fatores de risco, como o avanço da obesidade e o consumo inadequado de alimentos. Indicadores do Vigitel apontam que Campo Grande registrou em 2023 o maior percentual da série histórica de excesso de peso entre adultos, ficando entre as capitais com maiores índices de obesidade, especialmente entre os homens. Em contrapartida, o consumo recomendado de frutas, hortaliças e o acompanhamento do uso de ultraprocessados registraram marcas preocupantes.

Para enfrentar essa realidade, a Sesau estabeleceu a meta de reduzir em 1% ao ano a taxa de mortalidade prematura pelas quatro principais doenças crônicas entre 2026 e 2029. A estratégia está estruturada em eixos voltados à vigilância, promoção da saúde, prevenção e cuidado integral aos pacientes, visando conter os óbitos evitáveis na Capital.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano