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Preenchimentos genitais alegam aumento do pênis e prazer feminino, mas têm riscos graves

Técnicas estéticas como preenchimentos com ácido hialurônico e injeções de plasma rico em plaquetas ganham popularidade, mas especialistas alertam para riscos severos à saúde.

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Preenchimentos genitais alegam aumento do pênis e prazer feminino, mas têm riscos graves

Os procedimentos estéticos voltados para a região íntima vêm ganhando espaço em clínicas ao redor do mundo, prometendo desde o aumento do pênis até a ampliação do prazer feminino. No entanto, especialistas alertam que essas intervenções não são isentas de perigos e podem acarretar complicações graves para a saúde dos pacientes.

No caso masculino, uma das práticas mais comuns envolve o uso de preenchimentos com ácido hialurônico para ampliar a circunferência do órgão. Estudos indicam que, embora seja possível obter um ganho expressivo no estado flácido, os resultados não são permanentes. O corpo produz naturalmente uma enzima que degrada a substância, exigindo retoques periódicos para a manutenção do efeito visual desejado.

Além da transitoriedade, as pesquisas apontam que cerca de 9% dos homens submetidos a preenchimentos com ácido hialurônico enfrentam algum tipo de complicação. O quadro pode variar desde hematomas, inchaços e nódulos até infecções severas, degradação de tecidos e, em cenários extremos, necrose que exija a amputação parcial do órgão ou quadros de embolia pulmonar fatal.

Outra alternativa buscada para o mesmo fim é o enxerto de gordura autóloga, retirada de outras partes do próprio corpo do paciente. Contudo, essa técnica traz riscos adicionais, como a distribuição irregular do material, deformidades, morte do tecido adiposo e graves infecções bacterianas que podem culminar em falência múltipla de órgãos.

Paralelamente, tratamentos baseados em plasma rico em plaquetas (PRP), conhecidos popularmente como “P-shot” para homens e “O-shot” para mulheres, são comercializados com o argumento de aprimorar a função sexual e a sensibilidade. Enquanto o método é promovido para melhorar o fluxo sanguíneo e a resposta orgástica feminina, as evidências científicas que sustentam tais benefícios ainda são limitadas e consideradas insuficientes por entidades médicas internacionais.

Diante desse cenário, autoridades de saúde reforçam a necessidade de cautela. Tratar condições médicas específicas é substancialmente diferente de alterar a estética corporal por motivos puramente cosméticos, sendo imprescindível avaliar se os supostos benefícios superam os riscos potenciais à integridade física.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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