A seca severa já compromete cerca de três quartos de Maharashtra, reconhecido como o estado mais rico da Índia. A informação foi divulgada pelo governo local após um período prolongado de precipitações escassas na região que abriga a megacidade de Mumbai, principal centro financeiro e comercial do país asiático.
O anúncio oficial ocorreu logo após o departamento meteorológico nacional prever o encerramento da temporada anual de monções com um déficit expressivo no volume de chuvas. Tal cenário coloca em risco direto o sustento de milhões de agricultores que dependem estritamente do regime hídrico para o cultivo de suas terras.
Especialistas apontam que a intensidade do fenômeno climático El Niño, acima do patamar habitual, tem favorecido condições significativamente mais secas em toda a região do sul da Ásia. Esse aquecimento das águas do Oceano Pacífico altera dinâmicas de ventos e chuvas em escala global, gerando padrões anormais de precipitação.
Com uma população estimada em 130 milhões de habitantes, Maharashtra desempenha um papel central na economia agrícola indiana, destacando-se na produção em larga escala de algodão, soja, cana-de-açúcar e diversas leguminosas. Diante da gravidade da situação, o ministro-chefe Devendra Fadnavis declarou que a administração estadual está firmemente ao lado dos produtores rurais.
O gabinete do governo informou que realizará um levantamento completo dos prejuízos causados às lavouras. O objetivo é assegurar que agricultores, trabalhadores do campo e famílias vulneráveis recebam auxílio financeiro e assistencial de maneira tempestiva para mitigar os impactos da crise.
Os efeitos da baixa precipitação também repercutem em outras regiões, como no sul indiano, onde o estado de Karnataka precisou adotar medidas de apoio em áreas afetadas pela seca. Cientistas reforçam que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana potencializam esses eventos extremos, fornecendo mais energia e umidade para episódios severos de escassez hídrica.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
