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Estudo aponta que a chamada ‘recessão sexual’ da geração Z apresenta múltiplos fatores

Pesquisa recente realizada pelo Instituto Kinsey nos Estados Unidos investiga os hábitos e desejos sexuais da geração Z, revelando que a baixa frequência de relações envolve barreiras financeiras, moradia e falta de oportunidades, mas não necessariamente insatisfação pessoal.

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Estudo aponta que a chamada ‘recessão sexual’ da geração Z apresenta múltiplos fatores

Um levantamento conduzido pelo prestigiado Instituto Kinsey, com o apoio da Playboy e da marca de pílula do dia seguinte Julie, buscou investigar diretamente os hábitos sexuais da geração Z nos Estados Unidos. A pesquisa ouviu 2.373 adultos jovens com idades entre 18 e 29 anos, a fim de conferir embasamento empírico ao debate sobre a suposta diminuição na frequência de relações sexuais entre os mais jovens.

Os dados coletados apontam que a reputação dessa geração não é totalmente infundada. Entre os participantes, 29% relataram não ter mantido relações sexuais nos últimos três meses, e cerca de 19% afirmaram nunca ter tido um parceiro sexual ao longo da vida. No recorte estatístico mais específico, 40,1% disseram não ter praticado sexo vaginal e 36% relataram ausência de masturbação no mesmo trimestre.

Apesar desses números, o estudo indica que a escassez de sexo não decorre necessariamente de uma ausência de libido. Entre os solteiros entrevistados, 74% afirmaram possuir um desejo sexual que varia de moderado a muito alto, e 40% manifestaram o desejo de transar com maior frequência. O principal entrave apontado pelos jovens reside na dificuldade de encontrar oportunidades reais para conhecer parceiros compatíveis e no esgotamento gerado pelos aplicativos de relacionamento.

Fatores socioeconômicos e estruturais também desempenham um papel relevante nesse cenário. Cerca de 43% dos participantes apontaram a própria situação financeira como um obstáculo direto para encontros e romances. Além disso, 33,5% ainda residem com os pais, sendo que seis em cada dez jovens nessa condição não tiveram parceiros sexuais recentes, frequentemente esbarrando em regras familiares rígidas ou na falta de privacidade.

A saúde mental e a dependência tecnológica também moldam esse panorama. Jovens que fazem uso de antidepressivos ou ansiolíticos apresentaram frequências sexuais menores. Simultaneamente, o consumo de conteúdos eróticos online e o uso excessivo de telas foram apontados por parte dos entrevistados como substitutos parciais ou fatores que reduzem o ímpeto de buscar interações presenciais, embora a maioria declare não encarar a situação como um problema central.

Por fim, os pesquisadores ressaltam que a redução na atividade sexual não significa, por si só, vulnerabilidade ou insatisfação generalizada, visto que apenas 18% disseram estar insatisfeitos com a vida íntima. Contudo, o relatório acende um alerta para a saúde preventiva: apenas 35% utilizam preservativos de forma regular e cerca de um terço nunca realizou exames para detectar infecções sexualmente transmissíveis, demonstrando que a menor frequência não equivale necessariamente a práticas mais seguras.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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