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Trump ofereceu vender armas à China em conversa com Xi, diz embaixador americano

Embaixador dos Estados Unidos na China afirmou que o presidente Donald Trump perguntou ao líder chinês se Pequim gostaria de comprar armamentos americanos.

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Trump ofereceu vender armas à China em conversa com Xi, diz embaixador americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o líder chinês, Xi Jinping, sobre o interesse de Pequim em adquirir armamentos fabricados em território norte-americano. A revelação foi feita por David Perdue, embaixador dos EUA na China, durante entrevista concedida à televisão no último domingo.

Segundo o diplomata, o chefe da Casa Branca reiterou que o país comercializa equipamentos militares com diversas nações ao redor do planeta e indagou diretamente ao mandatário chinês a respeito da eventual compra. Perdue, contudo, absteve-se de fornecer maiores detalhes ou de relatar qual foi a resposta imediata de Xi Jinping.

A menção a uma suposta oferta de armamentos à China repercutiu fortemente, uma vez que a nação asiática é amplamente tratada por legisladores e formuladores de políticas de Washington como a principal rival militar, econômica e geopolítica norte-americana. Em resposta aos questionamentos da imprensa, autoridades da Casa Branca e o Departamento de Estado ressaltaram que a legislação dos Estados Unidos proíbe expressamente a venda de armas para o governo chinês e asseguraram que não existem planos ou ofertas oficiais nesse sentido.

Especialistas e ex-integrantes do governo apontaram que a revelação acende alertas entre parceiros estratégicos dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico, como Filipinas, Japão e Taiwan. A situação ocorre em meio a impasses políticos em Washington relacionados a pacotes de ajuda militar e retenção de vendas de armamentos destinados ao governo autônomo taiwanês.

Enquanto o embaixador Perdue pontuou que o governo atual mantém debates contínuos com Pequim sobre acordos e transações militares, analistas lembram que negociações e consultas cruzadas sobre o tema de Taiwan contrariam acordos históricos firmados nas últimas décadas entre as duas potências globais.

O episódio adiciona novos elementos de tensão às relações diplomáticas e comerciais entre Washington e Pequim, gerando debates intensos entre legisladores norte-americanos sobre a condução da política externa e a segurança na região do Indo-Pacífico.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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