Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 no plenário da Casa, parlamentares governistas já se mobilizam em busca de alternativas para agilizar a votação da medida.
Entre as principais táticas estudadas pelos aliados do Palácio do Planalto está a apresentação de um requerimento de quebra de interstício. O objetivo do procedimento é dispensar o intervalo regimental entre as sessões de discussão, acelerando o rito legislativo.
Pelas regras atuais, o texto exige a realização de cinco sessões de debates para a votação em primeiro turno e outras cinco sessões para a apreciação em segundo turno, o que tornaria o calendário extremamente apertado.
Caso o prazo regimental completo precise ser rigorosamente cumprido, os governistas avaliam que a aprovação da PEC antes do segundo turno das eleições deixa de ser uma certeza no cronograma político do Congresso.
Diante desse cenário, a articulação para acelerar a tramitação passa a ser vista por petistas como uma estratégia fundamental para fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL).
Nos bastidores de Brasília, a base aliada conta com a simpatia e o apoio do próprio presidente do Senado para viabilizar a pauta com maior celeridade, apostando na forte popularidade da proposta perante a opinião pública brasileira.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
