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‘Elefante na sala’ e polêmicas: como a imprensa internacional repercute as eleições no Brasil

Jornais e revistas dos Estados Unidos e da Europa destacam a polarização da disputa presidencial no Brasil, a influência potencial dos Estados Unidos e os desafios econômicos e institucionais do país.

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‘Elefante na sala’ e polêmicas: como a imprensa internacional repercute as eleições no Brasil

A eleição presidencial no Brasil ganhou amplo destaque nos principais jornais e revistas dos Estados Unidos e da Europa. Veículos internacionais voltaram suas lentes para a disputa acirrada, o cenário econômico brasileiro e a possível interferência externa no pleito que define os rumos do país.

Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times destacou o chamado “fator Trump”, ressaltando a questão de até que ponto o governo americano tentará influenciar a votação. Embora o presidente dos EUA tenha afirmado acompanhar o pleito de perto sem declarar apoio formal a candidatos, a reportagem aponta que a administração republicana tem favorecido de forma sutil a campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto o Brasil tenta erguer barreiras institucionais contra a desinformação e o lobby estrangeiro.

Na Europa, o jornal britânico The Guardian publicou um editorial classificando o pleito como uma escolha decisiva. O texto avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro fortaleceria a influência conservadora de Washington na América Latina e traria riscos potenciais para a democracia e para a proteção ambiental, ao mesmo tempo em que aponta o desgaste político enfrentado por Lula.

A revista britânica The Economist adotou um tom crítico em relação aos principais candidatos na disputa. Para a publicação, embora o Brasil possua recursos naturais abundantes e um forte agronegócio, o país permanece estagnado devido à expansão da dívida pública e à falta de reformas estruturais profundas, deixando eleitores com opções desanimadoras para resolver problemas como a corrupção.

O jornal francês Libération pontuou que Lula chega à reta final com indicadores econômicos e sociais favoráveis — como o desemprego em baixa e a queda do desmatamento —, mas enfrenta dificuldades para transformar esses dados em vantagem nas pesquisas. Segundo a análise, a campanha tem sido marcada por polêmicas e rejeição, com Donald Trump atuando como um elemento central nos debates geopolíticos da região.

Por fim, o jornal espanhol El País destacou em seu editorial que a votação representa um teste rigoroso para a segurança institucional e a estabilidade democrática do país. A publicação enfatiza que a polarização entre as diferentes visões em disputa definirá o papel geopolítico do Brasil e sua capacidade de atuar como contrapeso diplomático na América Latina.

Fonte: g1.globo.com

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