O cenário político de Minas Gerais foi definido neste domingo (4) com a vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo do estado ainda no primeiro turno das eleições de 2026. O candidato alcançou a marca de 55,41% dos votos válidos, o que representa um total de 6.276.925 sufrágios computados, conforme as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O avanço da apuração seguiu em ritmo acelerado ao longo da noite. Até as 21h50, o sistema da Justiça Eleitoral já havia contabilizado 99,34% das urnas em todo o território mineiro, consolidando a vantagem matemática do postulante republicano sobre os demais concorrentes ao Palácio da Liberdade.
Na segunda colocação da disputa estadual ficou Patrus Ananias (PT), que terminou o pleito com 26,28% dos votos válidos, totalizando 2.977.570 eleitores que depositaram sua confiança na chapa petista. A distância entre os dois principais concorrentes garantiu a definição do pleito na primeira etapa do processo eleitoral.
Pelas regras do sistema eleitoral brasileiro, a vitória no primeiro turno ocorre quando um candidato ao cargo executivo estadual atinge a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50% do total desconsiderando brancos e nulos. Com o índice alcançado por Cleitinho Azevedo, o estado fica dispensado de realizar um segundo turno para a escolha do próximo governador.
A trajetória pública de Cleitinho Azevedo inclui passagens por diferentes cargos legislativos. Empresário e músico de formação, ele atuou como vereador no município de Divinópolis e exerceu mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais antes de conquistar uma cadeira no Senado Federal em 2023. O pleito de 2026 marcou a sua primeira tentativa de chegar ao comando do governo mineiro.
A apuração oficial do TSE seguiu avançando para fechar a totalidade das seções eleitorais do estado, enquanto lideranças partidárias e eleitores acompanhavam desdobramentos de um dos maiores colégios eleitorais do país, que definiu o comando do executivo estadual para os próximos anos sem a necessidade de nova etapa de votação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
