O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), de 44 anos, foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4), conforme projeção divulgada pelo instituto Datafolha. Com 41,54% das urnas apuradas no momento da projeção, o candidato acumulava 53,18% dos votos válidos, assegurando a vitória ainda no primeiro turno do pleito estadual.
Em segundo lugar na apuração parcial aparecia o deputado federal Patrus Ananias (PT), de 74 anos, que registrava 26,56% dos votos válidos. A metodologia do Datafolha para antecipar o resultado baseia-se no monitoramento dos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agrupando os eleitores por mesorregião e características dos municípios para estimar tendências irreversíveis de votação.
A campanha de Cleitinho foi marcada por ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto desde o período de pré-campanha. No início de agosto, o senador chegou a anunciar brevemente que não concorrería devido ao luto pela morte de um irmão, mas reverteu a decisão no dia seguinte durante uma convenção partidária, gerando forte repercussão e impulsionando ainda mais sua presença digital.
Natural de Divinópolis (MG), Cleitinho atuou como verdureiro e músico antes de ingressar na vida pública, tendo sido eleito senador em 2022 com 41,52% dos votos válidos. Sua retórica de campanha focou na origem humilde e em um discurso antissistema pautado na premissa de “menos Estado e mais povo”, combinada com intensa mobilização por meio de transmissões ao vivo nas redes sociais.
Durante os debates e agendas públicas, o candidato do Republicanos adotou um tom conciliador para tentar atenuar a polarização política, declarando apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) embora estivesse fora de um palanque formal unificado no estado. A disputa também contou com nomes como Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL) e Patrus Ananias (PT).
Com a confirmação da vitória no primeiro turno projetada pelo Datafolha, Cleitinho consolida sua trajetória política ao migrar do Senado Federal para o comando do Palácio da Liberdade, assumindo o Executivo mineiro para o próximo mandato.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
