Últimas notícias
DESTAQUES

Parar de fumar pode proteger o cérebro contra a demência, conclui estudo internacional

Pesquisa acompanhou mais de 32 mil adultos e constatou que abandonar o tabagismo reduz em 16% o risco de desenvolver demência.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Parar de fumar pode proteger o cérebro contra a demência, conclui estudo internacional

Abandonar o hábito de fumar traz vantagens conhecidas para a saúde respiratória e cardiovascular, mas novas evidências científicas apontam que a decisão também protege o cérebro durante o processo de envelhecimento. Um estudo de longo prazo realizado com mais de 32 mil adultos nos Estados Unidos revelou que os ex-fumantes apresentam um risco 16% menor de desenvolver quadros de demência em comparação àqueles que mantiveram o vício.

Os dados detalhados da pesquisa foram divulgados na revista especializada Neurology. Durante o acompanhamento dos participantes, que se estendeu por até 25 anos, os cientistas computaram 5.868 ocorrências de demência. A cada biênio, os voluntários passavam por novas classificações para indicar se eram fumantes, ex-fumantes ou pessoas que nunca haviam fumado, permitindo notar ainda um declínio cognitivo mais brando entre os que largaram o cigarro.

Especialistas reforçam que a relação entre o tabagismo e as doenças neurodegenerativas já é consolidada pela medicina. O uso contínuo do cigarro pode elevar de 30% a 40% a probabilidade de surgimento de Alzheimer e de demência vascular, consideradas as formas mais recorrentes da condição em âmbito global e nacional.

Entre os fatores biológicos que justificam esse cenário estão os prejuízos diretos aos vasos sanguíneos. O tabaco provoca quadros de disfunção vascular e eleva as chances de Acidente Vascular Cerebral (AVC), patologia intimamente ligada ao posterior surgimento de declínios cognitivos. Além disso, o cigarro estimula o estresse oxidativo e prejudica os mecanismos naturais de neuroproteção do organismo.

O estudo também demonstrou que a queda no risco de demência é gradual com o passar dos anos de abstinência, equiparando-se ao patamar de quem nunca fumou após cerca de sete anos sem o produto. Contudo, pesquisadores ressaltam que o ganho de peso acentuado após a cessação pode atenuar os benefícios, reforçando a importância de aliar a parada do cigarro a hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico contínuo.

Especialistas destacam que nunca é tarde para abandonar o cigarro. Embora os impactos mais expressivos ocorram quando a interrupção acontece antes dos 40 anos, faixas etárias mais avançadas, como idosos acima de 65 ou 75 anos, também registram melhorias significativas na saúde geral e na autonomia com a mudança de comportamento.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin