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Cury, Renan, Caiado e Zema falam sobre apoio no 2º turno da eleição presidencial

Candidatos à Presidência da República que não avançaram ao segundo turno comentaram sobre apoiar Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro na disputa marcada para o dia 25 de outubro.

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Cury, Renan, Caiado e Zema falam sobre apoio no 2º turno da eleição presidencial

Após o encerramento da apuração do primeiro turno das eleições presidenciais, os candidatos que ficaram de fora da disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno se pronunciaram na noite deste domingo sobre possíveis apoios aos nomes restantes na corrida eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Augusto Cury (Avante), que terminou a disputa na terceira colocação com 2,89% dos votos, declarou que pretende se silenciar completamente sobre a nova etapa do pleito. O candidato afirmou categoricamente que ninguém está autorizado a falar em seu nome ou no de seu vice, Júlio, sobre alianças ou preferências para o dia 25 de outubro.

Além de recusar qualquer posicionamento sobre os candidatos remanescentes, Cury surpreendeu ao anunciar que pretende deixar a vida política. Segundo o candidato do Avante, ele possui cem por cento de convicção de que não continuará na política partidária daqui para frente.

Já Renan Santos (Missão), quarto colocado no pleito com 2,24% dos votos, adotou uma postura de total liberdade para sua base de eleitores. O candidato afirmou que aqueles que votaram nele no primeiro turno podem ficar à vontade para escolher qualquer um dos concorrentes na etapa seguinte.

Em sua declaração, Renan destacou que não fará pedidos de voto nem para candidatos específicos e nem para o voto nulo, justificando que tal atitude não faria diferença prática. O político também pontuou que o partido Missão continuará existindo, mas precisará realizar uma reflexão profunda sobre os rumos da política brasileira.

Por sua vez, o ex-governador de Goiás e candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado, que obteve 2,18% dos votos, informou que qualquer definição de apoio passará por um alinhamento interno com a cúpula de sua legenda antes de qualquer anúncio público.

Caiado ressaltou que pretende manter sua coerência política, mas que fará questão de conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ao avaliar sua campanha, o goiano afirmou que deixa a disputa presidencial com orgulho, honra e dignidade, destacando que apresentou propostas baseadas em sua experiência administrativa.

Fechando o grupo de pronunciamentos, Romeu Zema (Novo), sexto colocado com 0,27% dos votos, posicionou-se frontalmente contra a candidatura petista, embora tenha evitado citar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro.

Para Zema, a diretriz de seu grupo político permanece inalterada diante do cenário nacional. O político declarou que, onde houver o Partido dos Trabalhadores na disputa, ele estará na oposição, classificando a gestão petista como sinônimo de atraso e estagnação para o país.

Apesar do resultado na disputa ao Executivo federal, o representante do Partido Novo comemorou o desempenho de sua legenda nas urnas, destacando o fortalecimento da direita e a conquista de cadeiras por candidatos a senadores e deputados federais e estaduais.

Fonte: g1.globo.com

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