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Nobel de Medicina de 2026 é concedido a pesquisas sobre canais de íon fotossensíveis

O americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel conquistaram o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina de 2026 pelo trabalho pioneiro com canais de íon fotossensíveis.

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Nobel de Medicina de 2026 é concedido a pesquisas sobre canais de íon fotossensíveis

O Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina de 2026 foi concedido nesta segunda-feira (5) ao americano Karl Deisseroth, de 54 anos, e aos alemães Peter Hegemann, de 71, e Georg Nagel, de 73. O anúncio oficial ocorreu na Fundação do Prêmio Nobel, localizada em Estocolmo, na Suécia, reconhecendo as contribuições fundamentais dos cientistas voltadas à descoberta de canais de íon fotossensíveis, pilares para o avanço da optogenética.

A tradicional cerimônia de entrega das láureas está programada para o dia 10 de dezembro na capital sueca, data que marca o aniversário de falecimento do químico Alfred Nobel, inventor da dinamite. Além da prestigiada medalha de ouro e do diploma artístico elaborado por criadores suecos ou noruegueses, os vencedores contemplam um prêmio monetário de 11 milhões de coroas suecas, valor que equivale a cerca de R$ 5,73 milhões.

A premiação em Medicina possui uma longa tradição histórica, totalizando 117 láureas distribuídas desde o ano de 1901. A honraria deixou de ser concedida em apenas nove ocasiões específicas: nos períodos entre 1915 e 1918, em 1921, 1925 e, posteriormente, entre 1940 e 1942. Até os dias atuais, nenhum pesquisador foi laureado mais de uma vez nessa mesma categoria.

Historicamente, a faixa etária dos premiados abrange desde jovens talentos até nomes com décadas de dedicação científica. O canadense Frederick G. Banting permanece como o mais jovem laureado na categoria, tendo recebido a honraria aos 31 anos, em 1923, pela descoberta da insulina. No extremo oposto, o americano Peyton Rous tornou-se o mais velho ao ser premiado em 1966, aos 87 anos, devido aos seus estudos sobre vírus indutores de tumores.

O panorama histórico do prêmio também evidencia disparidades de gênero e parcerias de longa data na ciência. Até o ano de 2025, apenas 14 mulheres haviam recebido a láurea em Medicina, representando 6% do total de 232 indivíduos distinguidos. Entre elas, Barbara McClintock destaca-se como a única mulher a conquistar o Nobel da categoria de forma individual, em 1983.

A divulgação deste ano reforça a relevância de investigações contínuas e cooperação internacional no campo biológico e médico. A Fundação do Nobel segue destacando trajetórias que transformam radicalmente a compreensão da biologia humana e abrem caminhos inovadores para tratamentos terapêuticos futuros em todo o mundo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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