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Depois de secar por 5 km, Rio da Prata recupera fluxo com chuva

Chuva que chegou a 150 milímetros perto da cabeceira e 90 milímetros no trecho seco restabeleceu o fluxo normal do Rio da Prata, em Jardim (MS).

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Depois de secar por 5 km, Rio da Prata recupera fluxo com chuva

Depois de ficar sem fluxo por cerca de cinco quilômetros, o Rio da Prata voltou a correr normalmente na região da Ponte do Curé, no município de Jardim, situado a 236 quilômetros de Campo Grande. A retomada das águas ocorreu após uma série de chuvas acumuladas desde o último domingo, que alcançaram a marca de 90 milímetros justamente no trecho que havia secado.

A Ponte do Curé está localizada sobre o Rio da Prata, nas proximidades da rodovia MS-178, em uma importante região turística compreendida entre os municípios de Jardim e Bonito. De acordo com Nisroque da Silva Soares, presidente do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim (IGMA), as precipitações contemplaram toda a extensão da localidade.

Na área urbana de Jardim, o volume acumulado de chuva atingiu 100 milímetros, enquanto nas imediações da cabeceira do rio os registros chegaram a 150 milímetros. A nascente do Rio da Prata fica situada a aproximadamente 30 quilômetros acima da Ponte do Curé, dentro dos limites do Parque Nacional da Serra da Bodoquena.

Segundo o levantamento do instituto, na foz o nível do rio subiu dois metros acima do patamar regular, e no trecho que antes permaneceu seco o nível já ultrapassou um metro. O cenário atual contrasta fortemente com a situação observada no final de setembro, quando o leito ainda sofria com a estiagem rigorosa.

A interrupção total do fluxo hídrico havia começado no mês de agosto, gerando forte preocupação e exigindo o resgate emergencial de cerca de 200 peixes que ficaram presos em poças isoladas ao longo do leito. Este problema ecológico marcou o terceiro ano consecutivo em que a região da Ponte do Curé enfrentou a seca severa.

A repetição recorrente desses episódios é alvo de investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) desde o ano de 2024. Entre os fatores avaliados pelas autoridades estão a estiagem prolongada e a possível influência de drenos localizados nas cabeceiras, embora uma causa definitiva ainda não tenha sido apontada.

Para os próximos dias, a previsão meteorológica indica a ocorrência de novas chuvas na região. Apesar da elevação significativa do nível das águas, o presidente do instituto ambiental tranquilizou a população ao afirmar que, neste momento, não existe qualquer risco de transbordamento do Rio da Prata.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano