A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) conferiu à Embrapa Florestas o título de Centro de Referência em Florestas Plantadas. O anúncio oficial ocorreu durante a realização da 10ª Semana Mundial das Florestas e da 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, na sede da entidade em Roma. Trata-se do primeiro reconhecimento desse tipo concedido pela organização internacional para o setor de florestas plantadas a nível global.
De acordo com as diretrizes da FAO, a criação desses centros tem como principal finalidade otimizar o aproveitamento de conhecimentos científicos, técnicos e de políticas públicas consolidadas no âmbito florestal. As instituições indicadas passam a atuar de forma colaborativa com a organização, prestando assessoramento técnico, compartilhando dados científicos, promovendo treinamentos e facilitando a transferência de tecnologia para os Estados-Membros.
No caso específico da Embrapa Florestas, unidade vinculada à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a missão será colaborar ativamente na promoção de florestas plantadas que sejam produtivas, resilientes e apresentem baixa emissão de carbono. O trabalho também envolverá a integração dessas florestas a sistemas agropecuários e o atendimento a demandas de cooperação internacional na área.
Estatísticas divulgadas pela FAO apontam que as florestas plantadas cobrem aproximadamente 304 milhões de hectares em todo o planeta, sendo que 157 milhões de hectares correspondem a plantações intensivas voltadas para a produção. O ranking mundial é liderado pela China, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia. No cenário nacional, dados do IBGE mostram que o país possui cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas, com destaque para o cultivo de eucalipto e pinus, além de espécies como araucária, seringueira e teca.
O diretor-geral adjunto da FAO e chefe do departamento florestal, Zhimin Wu, destacou que a iniciativa representa um marco na mobilização de competências técnicas para solucionar desafios complexos enfrentados pelo setor. Segundo o representante, conectar o conhecimento especializado às demandas práticas dos países acelera o intercâmbio de inovações e transforma a ciência em soluções aplicáveis.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, celebrou a designação como um importante atestado de excelência para a pesquisa brasileira. Para ela, o reconhecimento coroa quase cinco décadas de dedicação à ciência e ao desenvolvimento florestal, permitindo que a instituição brasileira auxilie outras nações ao mesmo tempo em que fortalece suas próprias redes de cooperação interna.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
