O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom de sua campanha nesta quarta-feira ao discursar sobre segurança pública no Brasil. O candidato à reeleição defendeu enfaticamente a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo governo sobre o tema e sintetizou o lema da sua campanha para a próxima fase com uma frase direta: ‘Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão’.
A declaração do presidente foi feita durante um encontro com parlamentares do Partido dos Trabalhadores que foram eleitos no último pleito ou que já estão no exercício de seus mandatos no Congresso Nacional. A postura mais firme do petista na área de segurança pública marca uma inflexão em seus discursos habituais, setor frequentemente alvo de críticas por parte de seus adversários políticos.
Durante o evento, Lula detalhou que a aprovação da PEC da Segurança possibilitará a criação e a consolidação do Ministério da Segurança Pública, permitindo o funcionamento pleno do Sistema Único de Segurança Pública. Para o presidente, o atual modelo estabelecido pela Constituição de 1988 já não atende às necessidades atuais, pois os estados não estariam conseguindo lidar sozinhos com o avanço da criminalidade organizada.
O chefe do Executivo federal argumentou que, com as mudanças propostas, a União passará a atuar de forma mais ativa no combate ao crime. Isso incluirá uma participação mais robusta da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal, além da transformação de presídios regionais em unidades de segurança máxima para isolar lideranças de facções criminosas.
Além da pauta da segurança, Lula aproveitou a ocasião para voltar a cobrar um posicionamento público do senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa presidencial, a respeito da proposta em tramitação no Senado que discute o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. O presidente desafiou o oponente a manifestar apoio à medida que visa garantir dois dias de descanso semanal sem redução de salário.
O presidente criticou a postura de opositores que defendem a livre negociação individual entre patrão e empregado nessa questão, classificando tais acordos como desfavoráveis aos trabalhadores. A articulação em torno dessas pautas busca consolidar o apoio da base parlamentar e ampliar o diálogo com a classe trabalhadora durante a corrida eleitoral.
Fonte: g1.globo.com
