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Quedas e perda de memória não devem ser tratadas como “coisas da idade”

Especialista alerta que sintomas novos, quedas e falhas de memória exigem investigação médica e ressalta a importância de preservar a autonomia e a independência dos idosos.

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Quedas e perda de memória não devem ser tratadas como “coisas da idade”

Envelhecer com saúde envolve investigar mudanças no corpo e manter a liberdade para conduzir a própria vida. Uma simples ida ao mercado para escolher o próprio xampu, em vez de deixar que os familiares façam as compras, ilustra uma dimensão essencial do envelhecimento: além de tratar doenças, é preciso preservar o direito de decidir sobre a própria rotina.

No contexto do mês de conscientização sobre o envelhecimento, especialistas alertam que quedas, falhas de memória, cansaço e perda de força não devem ser atribuídos automaticamente aos anos de vida. Sintomas novos, persistentes ou que atrapalham as atividades cotidianas exigem investigação rigorosa, que inclui uma boa anamnese e exames físicos detalhados.

As quedas, por exemplo, são consideradas sinais de alerta na geriatria. Elas podem ser provocadas por uma combinação de fatores como uso de medicamentos inadequados, calçados incorretos, infecções, doenças neurológicas, desnutrição e perda de massa muscular. Quem sofre uma queda apresenta maior risco de novas ocorrências, tornando fundamental investigar as causas e cuidar da saúde óssea.

A memória exige o mesmo nível de atenção. Enquanto um esquecimento ocasional costuma ser inofensivo, falhas percebidas pela própria pessoa ou relatadas por familiares precisam de avaliação médica, pois podem indicar desde problemas na tireoide e depressão até efeitos colaterais de remédios e quadros de demência.

O cansaço persistente e a perda de força também merecem investigação, já que podem estar associados a noites mal dormidas, anemia, alterações hormonais, problemas cardiopulmonares ou sarcopenia. Além disso, dificuldades sensoriais como problemas de visão e audição impactam diretamente a segurança, o convívio social e a autonomia do idoso.

Por fim, os especialistas reforçam que a presença de doenças crônicas não elimina a autonomia do indivíduo. A família deve respeitar as escolhas e decisões do idoso, evitando fazer por ele aquilo que ele ainda consegue realizar sozinho, garantindo assim que a construção de um envelhecimento saudável preserve a dignidade e a independência até a velhice.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano