Últimas notícias
BRASIL

Mamografia está disponível aos 40, mas rotina começa aos 50; entenda

Exame pelo SUS exige decisão individual de cada mulher entre 40 e 49 anos; sintomas devem ser investigados em qualquer idade.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Mamografia está disponível aos 40, mas rotina começa aos 50; entenda

Mulheres entre 40 e 49 anos podem realizar mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mesmo sem apresentar sinais ou sintomas. No entanto, isso não significa que todas devam realizar o exame de forma anual, sendo necessário que a decisão considere os benefícios, os possíveis riscos e o histórico individual de cada paciente.

Desde setembro de 2025, a política nacional de rastreamento do câncer de mama ampliou o acesso ao exame na rede pública, reforçado em dezembro pela Lei nº 15.284, que garantiu o direito à mamografia a partir dos 40 anos.

Apesar da ampliação do acesso, a faixa prioritária para o rastreamento organizado pelo SUS continua sendo a de mulheres entre 50 e 74 anos, sem sintomas e com risco habitual. Nesse grupo específico, a recomendação oficial é realizar a mamografia a cada dois anos.

A enfermeira Mayara Rodrigues Mota, chefe da Unidade de Hematologia, Hemoterapia e Oncologia do Humap-UFMS, explica que o acesso ampliado não se confunde com uma recomendação universal e idêntica para todas as idades, ressaltando que a decisão nessa faixa etária deve ser compartilhada com um profissional de saúde.

O câncer de mama permanece como o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. A identificação precoce da doença amplia consideravelmente as possibilidades de um tratamento bem-sucedido e de um prognóstico favorável.

Quando a mamografia é feita em mulheres sem sintomas, trata-se de um exame de rastreamento. Por outro lado, caso exista alguma alteração suspeita, o procedimento passa a integrar uma investigação diagnóstica, indicada para pacientes em qualquer idade.

Entre os principais sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata estão o aparecimento de caroço endurecido ou fixo, retração da pele ou do mamilo, secreção espontânea sanguinolenta, vermelhidão persistente e feridas que não cicatrizam.

O histórico familiar também é um fator avaliado, mas a presença de casos na família não classifica automaticamente a mulher como paciente de alto risco. Profissionais consideram o grau de parentesco, a idade do diagnóstico e a ocorrência de outros tumores para definir a conduta ideal.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano