A segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga a chamada “Máfia do Pix”, resultou no afastamento por 180 dias de dois secretários da Prefeitura de Sidrolândia e de três vereadores da Câmara Municipal. A cidade, localizada a 71 km de Campo Grande, tem acumulado operações de combate à corrupção ao longo dos últimos anos.
O prefeito Rodrigo Basso (PL) oficializou o afastamento temporário de Enelvo Iradi Felini Junior, responsável pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, e de Cleyton Martins Teixeira, da pasta de Agricultura e Abastecimento. O decreto correspondente foi publicado no Diário Oficial do município, determinando que o próprio prefeito exerça a ordenação de despesas das respectivas secretarias durante o período.
Além dos secretários, a Justiça determinou o afastamento por 180 dias dos vereadores Adavilton Brandão (MDB), Cledinaldo Cotócio (PSDB) e Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como Gabriel Autocar (PSD). Com o afastamento, a ordem decorrente das eleições municipais de 2024 prevê a convocação de suplentes para ocupar as vagas temporariamente na Casa de Leis.
A deflagração da segunda fase da operação, ocorrida na quarta-feira (7), também cumpriu mandados de prisão contra o presidente do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuvis Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva. No total, a ação mobilizou 25 mandados de busca e apreensão em cidades como Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.
A investigação conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) aponta um desvio superior a R$ 18 milhões em convênios firmados entre o Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. O esquema fraudulento envolvia o superfaturamento de bens e serviços na aquisição de equipamentos hospitalares, UTI móvel e obras de reforma, com repasses posteriores a agentes políticos e intermediários por meio de transferências via Pix.
O nome da operação faz alusão justamente ao método utilizado para a movimentação ilícita de recursos públicos. A primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, já havia identificado desvios milionários na mesma instituição de saúde, consolidando as investigações sobre a rede de corrupção instalada na administração municipal e na gestão hospitalar.
Fonte: www.campograndenews.com.br
