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Investigação aponta indícios de superfaturamento em reforma de hospital em Sidrolândia

Operação Dirty Pix apura uso de R$ 8,5 milhões da Itaipu e aponta planilhas infladas e pagamento de propina.

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Investigação aponta indícios de superfaturamento em reforma de hospital em Sidrolândia

Investigações conduzidas pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) apontam suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos na reforma e ampliação do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. O empreendimento, que recebeu R$ 8,5 milhões da Itaipu Binacional e R$ 1,3 milhão da Prefeitura municipal, teve o orçamento inicial de pouco mais de R$ 1 milhão elevado até alcançar cerca de R$ 10 milhões, com entrega oficial realizada em 9 de dezembro de 2025.

De acordo com os promotores, conversas extraídas dos celulares dos investigados na Operação Dirty Pix revelam que os valores da obra foram manipulados para se adequarem ao montante do financiamento pretendido. Em diálogos de 2023 e 2024, o então presidente do hospital, Jacob Meeuwis Breure, articulou alterações nas planilhas junto a arquitetos e engenheiros. Em mensagens registradas no processo, os envolvidos tratam de custos descritos como “gordura” e discutem estratégias para justificar o teto de recursos captados.

Operação financeira e pagamentos

A apuração policial e ministerial também aponta a atuação de intermediários na liberação das verbas e na cobrança de vantagens financeiras. Mensagens de agosto de 2024 entre Jacob Breure e o ex-assessor parlamentar Sérgio Roberto Castilho Vieira indicam cobranças por pagamentos após a entrada dos recursos na conta do hospital. O Ministério Público suspeita que uma operação envolvendo duas notas fiscais, nos valores de R$ 210 mil e R$ 80 mil, serviu para quitar propina de R$ 290 mil ligada ao esquema.

Além disso, diálogos citam a participação do empresário Hélio Carrilho Modesto Junior na aproximação do hospital com representantes da Itaipu Binacional, havendo menção a percentuais sobre o valor total do convênio. Jacob Breure foi preso preventivamente em 7 de outubro, durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, e nega a prática de irregularidades. O espaço segue aberto para manifestação dos demais investigados e das instituições citadas na investigação.

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