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Assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul registra salto de 164% após o primeiro turno

Ministério Público do Trabalho contabiliza 29 relatos de pressão política contra trabalhadores e manterá plantão durante o fim de semana da votação.

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Assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul registra salto de 164% após o primeiro turno

As denúncias de assédio eleitoral registradas pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) saltaram de 11 para 29 desde o primeiro turno da eleição, realizado em 4 de outubro. O órgão computou 18 novos casos até a última quinta-feira (22), o que representa uma alta de 164% nos relatos de pressão política contra trabalhadores. Para atender a novas ocorrências, o MPT-MS informou que manterá plantão durante todo o fim de semana do segundo turno.

Evolução dos registros e comparação

Os dados divulgados mostram que a maior concentração de queixas ocorreu em outubro, somando 20 notificações até o dia 22. Nos meses anteriores, o órgão contabilizou um registro em julho, dois em agosto e seis em setembro. O total acumulado de 29 ocorrências já equivale à metade das 58 denúncias registradas em Mato Grosso do Sul ao longo de todo o pleito presidencial de 2022.

Orientação e continuidade das apurações

A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, avalia que o crescimento pode estar associado à maior conscientização dos eleitores acerca dessas práticas e dos canais disponíveis para formalizar as queixas. O órgão lembrou que o assédio eleitoral abrange condutas como ameaças, intimidações e constrangimentos direcionados à escolha política do empregado. Mesmo com o fim da votação, a plataforma de atendimento online continuará funcionando 24 horas por dia para receber relatos e apurar eventuais irregularidades, inclusive aquelas ocorridas em ambientes digitais.

Escrito por

Jeder Fabiano