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Você compraria caneta emagrecedora sem registro no Brasil para pagar menos?

Nova enquete questiona leitores sobre a compra de canetas emagrecedoras sem registro sanitário no país, em meio ao aumento de apreensões de produtos trazidos ilegalmente do Paraguai.

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Você compraria caneta emagrecedora sem registro no Brasil para pagar menos?

O portal Campo Grande News lançou uma enquete nesta segunda-feira (18) para saber a opinião do público sobre a compra de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, motivada pela busca de preços mais baixos. A pergunta coloca em debate a relação entre economia financeira e a segurança sanitária, coincidindo com um período de crescimento nas apreensões desse tipo de medicamento no estado de Mato Grosso do Sul.

As opções disponibilizadas para os leitores na consulta pública são apenas “sim” ou “não”. Além de registrarem seus votos no site oficial, os participantes têm a oportunidade de deixar opiniões e comentários através das redes sociais do veículo de comunicação.

O assunto ganhou forte repercussão na mesma semana em que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição da importação, armazenamento, distribuição, comercialização, propaganda e uso da T36. A caneta é fabricada no Paraguai utilizando a tirzepatida como princípio ativo — o mesmo do Mounjaro —, e embora conte com autorização sanitária no país vizinho, carece de registro formal no Brasil.

A medida restritiva imposta à T36 junta-se a outras ações da agência federal contra produtos paraguaios similares. As autoridades reforçam que a liberação em território estrangeiro não concede direito automático de venda no mercado brasileiro, onde todo fármaco deve passar por rigorosa avaliação técnica e regulatória prévia.

Mato Grosso do Sul destaca-se como ponto central nessa rota de circulação irregular. As ações de fiscalização têm revelado desde pequenos transportes improvisados até grandes carregamentos. No início do mês, por exemplo, agentes encontraram 64 ampolas de tirzepatida armazenadas dentro de uma garrafa térmica com gelo durante uma abordagem na rodovia MS-164, no município de Ponta Porã.

Em outra ocorrência de destaque na BR-262, na cidade de Água Clara, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um carregamento contendo 1.950 unidades de medicamentos, englobando substâncias emagrecedoras e toxina botulínica desprovidas de qualquer documentação legal de importação.

Os dados oficiais indicam que o contrabando e o comércio clandestino ganharam expressiva escala. Mato Grosso do Sul concentra uma parcela muito significativa das apreensões nacionais de canetas emagrecedoras que não possuem autorização da vigilância sanitária, servindo tanto como porta de entrada na fronteira quanto como eixo de distribuição para outros estados.

Diante do avanço deste mercado paralelo, órgãos de fiscalização do Brasil e do Paraguai intensificaram a cooperação mútua. Em agosto, os dois países oficializaram um acordo focado na troca de informações sobre mercadorias fiscalizadas, abrangendo dados de fabricação, alertas sanitários conjuntos, investigações em curso e o registro de apreensões.

Especialistas e órgãos reguladores também alertam para os riscos inerentes ao transporte e armazenamento inadequados. De acordo com a Anvisa, produtos clandestinos não asseguram as garantias regulatórias fundamentais sobre composição química, concentração, qualidade e conservação exigidas para a proteção da saúde pública.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano