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Aos 65, engenheiro aceita até estágio para voltar ao mercado de trabalho

Aos 65 anos, engenheiro civil e PCD, Edgar da Costa Nunes buscou novas oportunidades no Feirão da Empregabilidade em Campo Grande, aceitando até mesmo vagas de estágio.

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Aos 65, engenheiro aceita até estágio para voltar ao mercado de trabalho

Aos 65 anos de idade, com formação em engenharia civil e ampla bagagem profissional em diferentes áreas, Edgar da Costa Nunes integrou o público que buscou novas oportunidades no Feirão da Empregabilidade – Dia D, realizado na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande. Disposto a conseguir uma colocação na profissão ou em outra atividade, ele relatou que a busca atual é movida estritamente pela necessidade financeira e pelo desejo de ajudar na renda familiar.

Edgar é considerado pessoa com deficiência (PCD) após sofrer um acidente que provocou o rompimento do plexo braquial, conjunto de nervos fundamental para os movimentos e a sensibilidade do braço. Com a lesão, ele perdeu os movimentos do braço direito e precisou reaprender a escrever e a realizar tarefas cotidianas com a mão esquerda. Com passado militar como fuzileiro naval, ele destacou que o treinamento ajudou a superar as adversidades físicas do dia a dia.

Além da engenharia, Edgar está se formando no curso de Letras da UEMS para atuar como professor, revelando que ensinar é uma de suas grandes paixões. Diante das dificuldades do mercado para profissionais mais velhos, o engenheiro afirmou categoricamente que aceitaria até mesmo uma vaga de estágio para retornar à ativa, reforçando que o foco principal no momento é a subsistência.

O evento também reuniu outros trabalhadores com trajetórias marcadas por superações e recomeços. Jovani Barbosa Corrêa, de 42 anos, eletricista formado pelo Senai em 2011 e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), compareceu ao feirão em busca de uma oportunidade para ficar perto das filhas, após retornar de São Paulo para morar definitivamente em Campo Grande.

Entre os mais jovens presentes no mutirão estava Antônio de Andrade, de 14 anos, que também possui TEA e procurava a primeira chance formal de trabalho por meio do programa de jovem aprendiz na Funsat. Apaixonado por música e com experiência informal em feiras, o adolescente busca unir a chance de ganhar renda própria à aquisição de experiência exigida pelo mercado.

O Feirão da Empregabilidade ainda contou com a presença de trabalhadores como Wiclean do Santos Araújo, de 58 anos, ex-motorista de ônibus que busca recolocação na área administrativa após enfrentar problemas de saúde que limitaram sua atuação profissional. A iniciativa reuniu recrutadores e vagas direcionadas, oferecendo suporte a quem tenta driblar o desemprego na Capital.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano