A frase que marca a passagem de quem caminha pelos corredores da Santa Casa de Campo Grande, a maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul, resume bem o sentimento cotidiano: “Deus está aqui”. Diante do volume de pacientes e da gravidade dos casos atendidos, o hospital segue demonstrando resiliência e mantendo suas portas abertas para salvar vidas.
Mesmo após enfrentar investigações e operações policiais recentes sobre contratos, o hospital continua operando como uma engrenagem complexa que envolve desde a recepção até a equipe cirúrgica. Um dos exemplos dessa dedicação é a história de Aparecido Gonçalves Vilalba, de 58 anos, morador de Antônio João, que recuperou a esperança após realizar um transplante de rim que encerrou um período de quase quatro anos de hemodiálise.
A nefrologista Rafaella Campanholo Grandinete, que atua na instituição há uma década, destaca que o procedimento de transplante mobiliza o hospital inteiro. Para a médica, a prioridade dada ao paciente no momento da chegada e a dedicação de toda a equipe refletem o compromisso em devolver qualidade de vida a quem precisa, superando as dificuldades financeiras e estruturais da instituição.
O espírito de solidariedade também se faz presente no Banco de Sangue da unidade, gerido pelo médico Tsutomu Fukuchi, que atua na Santa Casa há 25 anos. O setor conta com doadores regulares e histórias marcantes de superação e generosidade da comunidade, embora ainda enfrente dificuldades para encontrar estoques de tipagens sanguíneas mais raras, como A negativo, B negativo e AB negativo.
Entre os corredores da UTI neonatal, outro pequeno milagre desafia as estatísticas: o recém-nascido Noah, que nasceu no dia 16 de setembro com apenas 600 gramas e 22 semanas de gestação. Sob os cuidados constantes da equipe médica e o olhar amoroso da mãe, o bebê se desenvolve de gotinha em gotinha de leite materno, simbolizando a força da vida na unidade.
Para apoiar casos delicados como o de Noah, o Banco de Leite da Santa Casa, ativo há 24 anos e sob a supervisão de Isabella Tozzi, atende mensalmente cerca de 70 crianças, prioritariamente recém-nascidos prematuros. O serviço realiza o recolhimento, a pasteurização e análises rigorosas de leite doado, reforçando o papel essencial que o hospital desempenha diariamente na saúde pública de Mato Grosso do Sul.
Fonte: www.campograndenews.com.br
