O programa Bolsa Família retomou a trajetória de crescimento em Mato Grosso do Sul no decorrer de 2026, rompendo um ciclo de retração que durou dois anos seguidos. Dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) indicam que, em setembro, o total de núcleos familiares contemplados chegou a 190.938 em todo o território estadual, movimentando repasses financeiros de R$ 132,5 milhões.
Na avaliação regional, o contingente de famílias assistidas apresentou uma elevação de 4,7% frente a setembro de 2025. Naquele período, a folha de pagamento do programa contemplava 182.305 famílias distribuídas pelos 79 municípios sul-mato-grossenses, com um aporte total de R$ 125,50 milhões. Já no comparativo anual do montante de recursos injetados, o crescimento foi de 5,6% no Estado.
Segundo explicações técnicas do MDS, a quantidade de famílias elegíveis dentro do programa social oscila de forma dinâmica. Essa variação ocorre conforme os beneficiários passam a preencher os requisitos estabelecidos ou deixam de se enquadrar nas regras de renda e perfil estipuladas pela iniciativa federal.
Para efeito de contexto histórico, o Estado contava com 205.898 famílias beneficiadas e R$ 141,38 milhões repassados em 2024. Os patamares haviam encolhido em relação a 2023, ano que registrou o maior volume de atendidos no Estado nos últimos cinco anos, quando 213.355 famílias receberam R$ 149 milhões. Em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro e sob a denominação de Auxílio Brasil, o programa contabilizou 203.712 famílias e R$ 123,8 milhões.
Representantes técnicos do MDS ressaltam que as variações nos números anuais fazem parte do fluxo contínuo de entradas e saídas do programa, processado todos os meses durante a emissão da folha. O procedimento avalia a elegibilidade, a qualidade dos registros do Cadastro Único (CadÚnico) e as exigências normativas vigentes.
Paralelamente aos dados estaduais, o governo federal anunciou um reajuste de 15,04% para os beneficiários do programa. Com a medida, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de 19 de outubro, enquanto a média nacional subirá de R$ 675 para R$ 777. O impacto previsto nas contas públicas federais é de R$ 5,8 bilhões em 2026, com o objetivo de repor a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Fonte: www.campograndenews.com.br
