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Sem dar pistas sobre próximos passos, BC diz que manterá ‘restrição adequada’ na política de juros para conter inflação

Na ata do Copom, o Banco Central reafirmou o compromisso com a serenidade e firmeza na condução dos juros, mantendo a taxa Selic em patamar restritivo para assegurar a convergência da inflação à meta.

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Sem dar pistas sobre próximos passos, BC diz que manterá ‘restrição adequada’ na política de juros para conter inflação

O Banco Central reafirmou que manterá perseverança, firmeza e serenidade na condução da política de juros, estratégia considerada essencial para colaborar com a reancoragem das expectativas e trazer as projeções de inflação para as metas dos próximos anos com menor custo para a economia. A informação foi divulgada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada após o corte da taxa básica de juros da economia, que passou de 14% para 13,75% ao ano.

Segundo o documento, diante de um cenário de incerteza em níveis historicamente elevados e com riscos assimétricos na direção altista para os preços, a magnitude do ciclo de calibração da taxa Selic será ajustada conforme a evolução do cenário econômico. O objetivo é assegurar que a restrição monetária permaneça adequada para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida pelo sistema econômico.

Ao não fornecer indicações explícitas sobre os próximos passos nas decisões sobre a taxa de juros, o Banco Central deixou em aberto a possibilidade de adotar a conduta que julgar mais apropriada nas próximas reuniões do Copom. Enquanto isso, o mercado financeiro passou a precificar a possibilidade de um novo corte de juros ainda para o final do ano, com estimativas de encerramento em 13,50% ao ano.

O Copom avaliou que as evidências de transmissão dos juros altos para a atividade econômica têm se acumulado de forma gradual. Embora a política monetária colabore de maneira determinante para o processo de desinflação, a autoridade monetária destacou que a inflação ainda permanece pressionada pela demanda, o que exige a manutenção de um caráter restritivo.

Além dos fatores internos, a instituição reconheceu que choques de oferta, a exemplo da recente alta do petróleo impulsionada por conflitos no Oriente Médio, exercem influência relevante sobre a trajetória recente e prospectiva dos preços. A postura do comitê é de não reagir aos efeitos primários imediatos desses choques, mas manter forte monitoramento sobre eventuais desdobramentos de segunda ordem.

Por fim, o Banco Central ressaltou a importância da harmonia entre a política monetária e a política fiscal. A autoridade alertou que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais, a disciplina fiscal frouxa e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra da economia, gerando impactos desfavoráveis sobre o custo geral da desinflação no país.

Fonte: g1.globo.com

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