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Médico defende que Campo Grande tenha 900 leitos psiquiátricos

Durante sessão ordinária na Câmara Municipal, o psiquiatra Juberty Antônio de Souza afirmou que a capital sul-mato-grossense precisa de 900 leitos psiquiátricos conforme parâmetros da OMS.

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Médico defende que Campo Grande tenha 900 leitos psiquiátricos

O psiquiatra Juberty Antônio de Souza utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande para defender a necessidade de implantação de 900 leitos psiquiátricos na Capital. O profissional apontou que este seria o patamar ideal para o atendimento da população com base nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Durante sua exposição, o médico criticou o impacto gerado pela Reforma Psiquiátrica na estrutura de atendimento do país. Segundo ele, o processo de transição resultou no fechamento de aproximadamente 90 mil vagas de internação em todo o território nacional, substituindo o modelo anterior por diretrizes focadas em cuidado humanizado.

Para o especialista, que atua como conselheiro do CRM (Conselho Regional de Medicina) e é ex-professor do curso de Medicina da UFMS, a mudança na política de saúde acabou gerando vulnerabilidade para os pacientes. Na visão do médico, o doente psiquiátrico continua enfrentando sofrimento e se transformou em um marginal social, privado do acesso adequado aos equipamentos de saúde pública.

Diante desse cenário, Juberty reforçou a reivindicação de que Campo Grande necessite da construção e operação de um hospital psiquiátrico exclusivo. A oportunidade de fala do psiquiatra no Legislativo municipal ocorreu mediante convite formulado pelo vereador Dr. Jamal Azzam, que exerce a profissão de urologista.

A cobrança feita pelo médico recebeu respaldo imediato de entidades da classe médica. A presidente da Associação Sul-mato-grossense de Psiquiatria (ASMP) e representante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Graziela Michelan, manifestou total apoio público aos apontamentos levantados pelo colega de profissão.

Graziela destacou que a argumentação do dr. Juberty fundamenta-se em sua ampla trajetória e reconhecimento como referência nacional na especialidade. Ela reiterou que a escassez de vagas afeta diretamente pacientes e familiares em todo o Mato Grosso do Sul, exigindo maior atenção e investimentos por parte dos governantes.

Dados extraídos do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), vinculados ao Ministério da Saúde e atualizados em agosto, revelam que Campo Grande dispõe atualmente de apenas 181 leitos psiquiátricos. Em âmbito estadual, o quantitativo totaliza 261 vagas, distribuídas em apenas 19 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano