A Anistia Internacional emitiu um comunicado contundente solicitando a abolição imediata do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE. A manifestação da organização não governamental ocorre logo após a divulgação de um relatório que documenta diversas violações de direitos humanos em ações direcionadas contra imigrantes no país.
A publicação do documento veio a público menos de uma semana depois de um incidente grave ocorrido na cidade de Austin, no estado do Texas. Na ocasião, um imigrante de origem venezuelana, identificado como Wilber Garces Perez, foi baleado por um agente federal pertencente à referida agência de imigração.
De acordo com o relatório detalhado pela ONG, as irregularidades e abusos cometidos durante as operações de fiscalização não representam casos isolados ou exceções pontuais. A instituição argumenta que há um padrão recorrente de conduta inadequada que compromete a integridade e a segurança das comunidades afetadas.
Nadia Daar, que ocupa o cargo de diretora-executiva da Anistia Internacional nos Estados Unidos, criticou duramente a atuação dos oficiais nas ruas. Segundo ela, a presença de agentes federais armados e com o rosto coberto abordando civis com total impunidade não gera proteção, mas sim ameaças para toda a população.
Para a liderança da organização humanitária, a estrutura atual da agência encontra-se profundamente comprometida e incapaz de passar por reformas efetivas. A entidade sustenta que a única maneira de alinhar a política migratória norte-americana às normas internacionais de direitos humanos é extinguir completamente o órgão.
O caso segue repercutindo em meio aos debates sobre as políticas de segurança de fronteira e o tratamento dispensado a estrangeiros em território americano, colocando pressão adicional sobre as autoridades governamentais para reavaliarem os métodos de aplicação da lei de imigração.
Fonte: noticias.uol.com.br
