A Petrobras reprogramou o cronograma de implantação de suas unidades voltadas exclusivamente à fabricação de SAF (combustível sustentável de aviação), postergando em um ano o início das operações, que passa a ser projetado para 2030. A mudança foi detalhada por William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da estatal, durante apresentação realizada nesta quinta-feira (24).
A primeira planta cem por cento dedicada da companhia agora está programada para iniciar suas atividades na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), localizada em Cubatão, no litoral paulista. Com capacidade estimada em 16 mil barris diários, a unidade deve entrar em funcionamento em 2030, rompendo com a expectativa anterior do plano de negócios vigente para o quadriênio de 2026 a 2030, que previa a entrega para o ano anterior.
Além da planta no litoral de São Paulo, o cronograma para as demais unidades dedicadas também sofreu alterações. Os projetos previstos para o Complexo Boaventura, situado em Itaboraí, no Rio de Janeiro, com capacidade de 19 mil barris por dia, e para a Replan, em Paulínia, no interior paulista, com 10 mil barris diários, foram reprogramados para o horizonte a partir de 2031.
Apesar da retificação nas datas das plantas exclusivas, o executivo assegurou que todos os compromissos assumidos pela empresa serão devidamente cumpridos. Segundo França, a corporação mantém plena capacidade de atendimento aos parâmetros estabelecidos pelo Corsia, o esquema global de mitigação e compensação de emissões da aviação civil gerido pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO), no intervalo entre 2027 e 2030.
Paralelamente às unidades exclusivas, a estatal já viabiliza a oferta de SAF mediante o processo de coprocessamento de insumos renováveis na refinaria Reduc, no Rio de Janeiro. Outras instalações, como as refinarias Revap (SP) e Regap (MG), já tiveram os projetos implantados e encontram-se atualmente na fase de obtenção de certificações, enquanto a unidade de Paulínia tem conclusão de implantação prevista para o encerramento deste ano.
A companhia prepara a divulgação de sua nova diretriz estratégica de negócios para o fim do ano, delineando o cenário atualizado para o período entre 2027 e 2031 com ênfase expressiva na transição energética. A estratégia envolve parcerias estreitas com o setor agrícola, utilizando matérias-primas como etanol, óleo de milho, soja, sebo animal e óleos residuais para impulsionar a produção de combustíveis limpos e bioprodutos.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
