Seleção brasileira está quase pronta para a Copa do Mundo – 15/11/2025 – Tostão
Na vitória por 2 x 0 contra o Senegal, o Brasil mostrou, especialmente no primeiro tempo, muito talento individual e coletivo. Como é necessário nas grandes equipes, a seleção foi compacta, intensa, com muita pressão para recuperar a bola em todo o campo, além de muita troca de passes e jogadas de velocidade. Como não há ótimos e jovens laterais, Militão e Alex Sandro confirmaram que são as melhores opções.
Casemiro e Bruno Guimarães repetiram as excelentes atuações, o que atenua o conceito negativo de que faltam craques no meio-campo da seleção brasileira. Isso é determinante para a eficiência da equipe.
A grande dúvida continua, de que só poderemos fazer uma avaliação confiável depois que o Brasil enfrentar as principais seleções do mundo. A estratégia e a equipe já estão quase definidas, com uma linha de quatro defensores, dois meio-campistas, dois jogadores pelos lados que marcam e atacam, um meia ofensivo centralizado e um atacante pelo centro. Com a volta de Raphinha, ele poderá entrar por um dos dois lados ou como um meia pelo centro.
Ancelotti já definiu as duas alternativas táticas. Uma é a de ter mais um meio-campista, provavelmente Paquetá, no lugar do meia ofensivo Matheus Cunha. A outra, ter um centroavante —João Pedro é o mais cotado—, passando Vinicius Junior para jogar pela esquerda. O Brasil está quase pronto para a Copa.
Sem firulas
Alguns conceitos no futebol se perpetuam mesmo quando se tornam obsoletos. Um deles é analisar a estratégia de jogo de acordo com as posições dos jogadores na prancheta, como se eles fossem bonecos, avatares. Não funciona nem para apresentar a maneira de jogar das equipes antes das partidas, pois, com frequência, os lugares nos desenhos táticos são diferentes dos que vão ocorrer no gramado.
Não há mais motivos para se dividir o meio-campo, como foi feito no Brasil nas últimas décadas, entre os camisas 5, camisas 8 e camisas 10. Eles se misturam. Como disse Klopp, ex-treinador do Liverpool, mais importante que um bom e clássico camisa 10 é recuperar a bola mais perto do gol adversário. Melhor ainda é ter as duas opções, a pressão e o craque, que acontece em muitos times.
Ainda há lugar para os meio-campistas que atuam mais centralizados e mais recuados, que protegem a defesa e iniciam as jogadas ofensivas com ótimos passes. São os elos entre a defesa e o ataque. Grandes equipes possuem esse tipo de jogador. Casemiro, que sempre se destacou do meio para trás, evoluiu e é hoje um ótimo construtor.
Ancelotti, com razão, protestou contra os que o tratam apenas como um grande gestor, por comandar bem um grupo. Ancelotti é um grande estrategista, pelo conhecimento técnico, tático e por ter a sabedoria de alternar a maneira de jogar de acordo com as características e qualidades dos jogadores.
A principal virtude de um treinador e de qualquer profissional é tornar simples o que é complexo. Simples não é ser banal. É não perder tempo com firulas. Obviamente, há um adversário que percebe o que o outro pode fazer. O futebol é cheio de imprevistos. Perder nem sempre significa fazer errado, assim como ganhar nem sempre é fazer certo.
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