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COB lança curso para combater manipulação de resultados – 12/11/2025 – Esporte

COB lança curso para combater manipulação de resultados – 12/11/2025 – Esporte

O COB (Comitê Olímpico do Brasil) lançou nesta quarta-feira (12) o curso “Combate à Manipulação de Resultados – Juntos em defesa do jogo responsável”, programa obrigatório para todos os atletas, técnicos, dirigentes, médicos e demais profissionais que integrarem a delegação brasileira em grandes competições, como Jogos Olímpicos e Pan-Americanos.

Disponível gratuitamente e de forma online no site do COB, o curso aborda o que é a manipulação de resultados, seus riscos e consequências, e ensina como se proteger de abordagens indevidas, como o aliciamento por apostadores.

O projeto foi divulgado durante o 2º Fórum do Esporte Seguro, organizado pela entidade no Rio de Janeiro. O evento, que durou cerca de nove horas, reuniu autoridades, dirigentes, atletas e especialistas para discutir medidas de prevenção à manipulação de resultados.

De acordo com Donata Taddia, Oficial de Políticas de Ética e Compliance do Comitê Olímpico Internacional (COI), houve demanda de apostas nos 32 esportes e 48 modalidades nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.

“Tem mercado de apostas para todos. O basquete e o hóquei têm base de apostas bem desenvolvida. O Judô tem. É preciso não baixar a guarda”, afirmou a italiana na abertura fórum.

Representante do setor de Compliance do Comitê Olímpico do Chile, Cristián Mir Díaz, destacou que modalidades individuais são, em alguns casos, mais vulneráveis.

“É mais fácil manipular uma pessoa do que 11, por isso alguns esportes são mais sensíveis à manipulação. Muitas vezes eles não têm o mesmo financiamento do futebol”, afirmou.

O gerente-executivo de Educação e Fomento do COB, Sebastian Pereira, disse que a principal estratégia do comitê é a conscientização dos atletas.

“A principal estratégia para combater essa ameaça global é a informação e a conscientização”, afirmou.

Membro do Comitê de Integridade das Competições e Combate à Manipulação de Resultados da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Thiago Grigorovski lembrou que, além do trabalho junto aos atletas, é preciso alertar os árbitros sobre os riscos em relação à manipulação de resultados.

“Outros atores podem manipular jogos. É o caso dos árbitros. A educação tem que atingir toda a pirâmide. Não basta criminalizar”, disse o executivo.

O secretário nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco Neto, afirmou que o tema precisa ser tratado como política pública.

“Estamos construindo a Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados. É preciso punir quem comete esse crime e conscientizar os atletas. Quando um esportista embarca na manipulação, põe a carreira em risco”, disse.

Repórter viajou a convite do COB

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