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Aluna de Manaus que fez projeto sobre câncer na adolescência inicia graduação em Columbia

Aos 18 anos, Ada Jamile Gomes de Oliveira, primeira amazonense premiada na Isef, inicia sua trajetória na Universidade Columbia após desenvolver pesquisas científicas na adolescência motivada pelo diagnóstico de familiares.

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Aluna de Manaus que fez projeto sobre câncer na adolescência inicia graduação em Columbia

A trajetória da jovem Ada Jamile Gomes de Oliveira, de 18 anos, deu um passo internacional importante ao iniciar sua graduação na Universidade Columbia, nos Estados Unidos. A motivação para enveredar pelo caminho da ciência surgiu de um momento delicado em sua vida pessoal, quando um caso de câncer atingiu sua família, despertando o desejo de encontrar soluções na pesquisa.

Natural de Manaus, Ada deu os primeiros passos na investigação científica ainda na adolescência. Incentivada pela mãe e guiada por professores durante o ensino médio no Colégio Militar de Manaus, ela uniu a biologia à computação ao aprender a linguagem Python, o que abriu portas para o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas voltadas à área da saúde.

O impacto emocional do diagnóstico de câncer de mama em sua tia Francisca impulsionou a estudante a criar o projeto Minerva. Aos 15 anos, ela desenvolveu um algoritmo de busca de compostos voltados a proteínas, trabalho que foi devidamente registrado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) e serviu de referência para pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD).

O reconhecimento veio de forma expressiva quando Ada se tornou a primeira amazonense a ser premiada na Isef, a Feira Internacional de Ciências e Engenharia. Para ela, a conquista representa uma oportunidade de dar maior visibilidade à produção científica oriunda da região Norte, cu particularidades logísticas e geográficas moldam sua perspectiva na resolução de problemas tecnológicos.

Além do projeto voltado ao câncer, a jovem também investigou alternativas terapêuticas para o Alzheimer utilizando ondas binaurais, descobrindo que frequências específicas podem influenciar diretamente a expressão gênica. Agora, em Nova York, ela planeja explorar abordagens interdisciplinares e perguntas não óbvias na biologia computacional.

A preparação para essa nova etapa acadêmica contou com o suporte da Fundação Estudar por meio do Prep Program. Paralelamente aos êxitos na carreira científica, Ada tem buscado equilibrar sua rotina, aprendendo a valorizar sua individualidade para além do rigor e do intenso ritmo exigido pelo meio acadêmico.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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