A etíope Tigst Assefa estava com um ritmo impressionante para estabelecer um novo recorde mundial na tradicional Maratona de Berlim, realizada neste domingo (27), mas acabou sofrendo fortes cãibras nos dois quilômetros finais da prova, o que a impediu de alcançar a melhor marca da história.
Mesmo com o contratempo físico na reta derradeira, Assefa cruzou a linha de chegada na primeira colocação, assegurando o seu terceiro triunfo na capital alemã. Contudo, a vantagem que trazia de 20 segundos abaixo do recorde mundial até o quilômetro 35 evaporou-se nos metros finais devido ao desgaste físico.
O evento atraiu centenas de milhares de torcedores que tomaram as ruas da cidade em uma manhã ensolarada, motivados pela expectativa de testemunhar uma quebra histórica de recorde. Desde a largada, a atleta não encontrou concorrência direta, abrindo ampla vantagem com o auxílio de seus marcadores de ritmo e passando pela metade do percurso com folga sobre a marca recordista.
Famosa por acelerar na segunda metade das maratonas e aproveitar o trajeto plano e veloz de Berlim, Assefa inicialmente parecia destinada a superar o tempo de 2h09min56s estabelecido pela queniana Ruth Chepngetich. No entanto, ao se aproximar do Portão de Brandemburgo e avistar o final do percurso, seu corpo começou a acusar o esforço extremo.
As fortes cãibras fizeram com que a atleta perdesse velocidade a cada segundo. Demonstrando muita resiliência, ela recusou-se a abandonar a disputa e acabou cruzando a linha de chegada mancando, registrando o tempo de 2h11min04s, antes de desabar visivelmente decepcionada no asfalto.
O pódio da competição feminina foi dominado integralmente por etíopes, com Bedatu Hirpa na segunda colocação e Dera Dida na terceira posição, completando as cinco primeiras colocações para o país africano. Na disputa masculina, a vitória ficou com o também etíope Guye Adola, que fechou a prova em 2h02min50s, seguido por Gemechu Dida e pelo tanzaniano Gabriel Geay.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
