Entre os anos de 2014 e 2025, as companhias aéreas que operam no Brasil realizaram o transporte gratuito de 78 mil itens voltados para transplantes de órgãos. Os dados foram divulgados pela Central Nacional de Transplantes, vinculada ao Ministério da Saúde, e consolidados pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).
De acordo com o levantamento, a aviação comercial foi responsável por 90% do volume total de órgãos, tecidos e profissionais de saúde movimentados no país ao longo desse período. Os 10% restantes das missões logísticas foram executados pela FAB (Força Aérea Brasileira).
Somente entre janeiro e agosto de 2026, as empresas aéreas privadas empregaram suas aeronaves para levar 1.152 órgãos e 4.860 itens diversos. A operação logística exige agilidade e rigor, contando com prioridade para pousos e decolagens, além do acompanhamento constante de equipes médicas especializadas em muitas das viagens.
Analisando o recorte temporal entre 2021 e 2025, foram contabilizados 24,4 mil órgãos e tecidos transportados de forma totalmente gratuita. Dentre os materiais biológicos mais movimentados, destacam-se os rins, que representaram 16% do total, seguidos pelas córneas com 13%, medula com 9% e ossos com 8%.
Para viabilizar essa rede de solidariedade e salvamentos no período de 2021 a 2025, foram mobilizados 4.808 voos, somando operações tanto das companhias aéreas comerciais privadas quanto da Força Aérea Brasileira, dedicados estritamente ao transporte de tecidos, órgãos e equipes de captação.
A iniciativa reforça a importância da parceria entre o poder público, representado pelo Sistema Único de Saúde, e a iniciativa privada na área da aviação civil, garantindo que insumos vitais cheguem aos pacientes necessitados com a rapidez exigida por protocolos médicos complexos.
Fonte: redir.folha.com.br
