Um forte temporal que atingiu a cidade de Apucarana, no Paraná, na última segunda-feira (21), desencadeou uma onda de acidentes graves relacionados a quedas de plano elevado. De acordo com balanço divulgado por profissionais da saúde, pelo menos dez pessoas deram entrada no Hospital da Providência com diagnósticos de fraturas no crânio ou na coluna cervical em decorrência de quedas de telhados.
O médico neurocirurgião Gustavo Jun Osugue relatou que os atendimentos ocorreram no período entre o dia do temporal e o sábado seguinte (26). Conforme o especialista, a maioria dos pacientes internados sofreu lesões severas que exigiram intervenção cirúrgica imediata. Todos os acidentes aconteceram enquanto os moradores tentavam realizar consertos nas coberturas de suas residências.
O temporal que atingiu o município foi marcado por uma intensa chuva de granizo e rajadas de vento superiores a 125 km/h. O fenômeno climático deixou cerca de 5 mil imóveis danificados, arrancando, perfurando ou quebrando telhas e comprometendo estruturas em diferentes regiões da cidade. Na tentativa de instalar lonas provisórias ou reparar os danos, muitos cidadãos se expuseram a riscos ao subir nas coberturas.
Diante do cenário alarmante, o neurocirurgião ressaltou a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de utilizar equipamentos de proteção individual e de contar com a habilidade adequada para a execução desse tipo de serviço. A falta de preparo e de dispositivos de segurança tem sido apontada como um dos principais fatores para a gravidade dos traumas registrados na rede hospitalar.
O Corpo de Bombeiros de Apucarana também se mobilizou para emitir alertas e orientações à comunidade. A capitã Ana Paula Zanlorenzi destacou que a primeira recomendação é aguardar a estabilização completa das condições meteorológicas. Trabalhar com telhados molhados aumenta significativamente a incidência de superfícies escorregadias e eleva o risco de quedas.
Além da instabilidade do tempo, os bombeiros alertam para os perigos estruturais e elétricos. Com telhados fragilizados e fios da rede elétrica rompidos pela força dos ventos, os moradores correm riscos tanto de desabamento de pontos de apoio quanto de choques elétricos decorrentes de arcos voltaicos. A corporação recomenda o uso de calçados antiderrapantes, luvas, capacetes e reforça que os reparos nunca devem ser feitos de maneira isolada.
Fonte: tnonline.uol.com.br
