A decisão recente do governo federal de restringir as operações de apostas online impactou dezenas de empresas e centenas de plataformas que haviam se integrado fortemente à economia formal nacional ao longo do último ano e meio. A medida provisória que alterou o status regulatório do setor colocou foco sobre conglomerados internacionais e marcas nascidas no país.
Antes da mudança normativa, as chamadas bets tornaram-se onipresentes no cotidiano brasileiro, batizando campeonatos esportivos, estampando marcas em uniformes de grandes clubes de futebol e financiando eventos culturais de massa, como o carnaval e festivais musicais de grande porte em várias regiões.
Dados obtidos por meio de pedidos de acesso à informação revelam a magnitude financeira do setor no período recente, com montantes expressivos movimentados em depósitos e receitas geradas pelas perdas dos apostadores. Como a determinação foi formalizada via medida provisória, sua validação definitiva depende agora da apreciação e conversão em lei pelo Congresso Nacional dentro do prazo estipulado.
Entre as principais marcas do mercado, a Betano destaca-se com ampla fatia de mercado e diversos acordos de patrocínio de peso no futebol nacional e internacional. Controlada por grupo estrangeiro, a operadora foi uma das primeiras a submeter requerimentos formais de operação junto aos órgãos competentes do Ministério da Fazenda.
Outras companhias de grande expressão, como a Bet365 e a Superbet, também concentram fatias expressivas da preferência dos apostadores e mantêm investimentos robustos em patrocínios esportivos e em parcerias de marketing com influenciadores digitais e equipes de futebol de diferentes divisões pelo país.
O ecossistema do setor inclui ainda marcas como Sportingbet, Betnacional, Esportes da Sorte, Blaze e Pixbet, cada qual com participações variadas e envolvidas em diferentes graus com investigações, debates jurídicos ou reestruturações contratuais decorrentes da nova fase de regulação e fiscalização das atividades de apostas no território brasileiro.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
