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Gestora de parque municipal de SP reuniu funcionários para pedir votos em ex-secretário de Nunes; ouça gravação

Funcionários do Parque Nascentes do Ribeirão Colônia, na Zona Sul de São Paulo, denunciam pressão da administradora da unidade para apoiar a candidatura de Rodrigo Ashiuchi a deputado estadual.

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Gestora de parque municipal de SP reuniu funcionários para pedir votos em ex-secretário de Nunes; ouça gravação

Funcionários do Parque Nascentes do Ribeirão Colônia, localizados em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, relataram ter sofrido forte pressão por parte da administradora da unidade para apoiarem a candidatura de Rodrigo Ashiuchi. O político, que atuou como secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente na gestão de Ricardo Nunes, concorre ao cargo de deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).

Registros em áudio e vídeo obtidos pela reportagem mostram a gestora Cassia Santos Lima reunindo cerca de 20 trabalhadores durante o expediente laboral para pedir votos diretamente. Na ocasião, ela divulgou o número de urna do candidato e informou que os servidores seriam convidados para eventos políticos, chegando a atribuir a diretriz à própria secretaria municipal.

A legislação eleitoral brasileira assegura que o voto é livre e secreto, coibindo rigorosamente qualquer tipo de coação, constrangimento ou pressão que vise influenciar o eleitor. O aproveitamento da relação hierárquica no ambiente de trabalho para exigir apoio político ou solicitar votos de subordinados pode configurar assédio eleitoral, além de eventual abuso de poder político e uso indevido da máquina pública.

Durante a gravação realizada em 25 de agosto, Cassia orientou equipes de limpeza, jardinagem, segurança e do setor administrativo. ‘Isso aqui não é uma ameaça, nunca teve ameaça. É uma orientação que foi me passada, então estou repassando pra todos vocês. Se vocês puderem, eu peço encarecidamente que votem no secretário’, declarou a administradora perante os funcionários.

Trabalhadores ouvidos sob sigilo de identidade expressaram temor de sofrer represálias caso dessem as costas à orientação. Conforme os relatos, alguns funcionários teriam sido convidados a participar de ações de campanha no contraturno, como segurar faixas, fixar placas nas ruas e realizar atividades de boca de urna.

Em resposta aos questionamentos, a Prefeitura de São Paulo declarou, por meio de nota oficial, que a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) não solicita apoio eleitoral para candidatos nem compactua com a convocação de servidores para fins político-eleitorais. A gestão municipal informou ainda que instaurará um processo administrativo para apurar rigorosamente os fatos denunciados.

Fonte: g1.globo.com

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