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Câncer de próstata: óbitos chegam a quase 18 mil em um ano

Câncer de próstata: óbitos chegam a quase 18 mil em um ano

Um levantamento recente revela um cenário preocupante em relação ao câncer de próstata no Brasil. Em 2024, a doença foi responsável pela morte de 17.587 homens, o que equivale a uma média de 48 óbitos diários. Os dados, compilados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), lançam luz sobre a gravidade do problema e a necessidade de intensificar as ações de prevenção e diagnóstico precoce.

O câncer de próstata é uma das principais causas de morte por câncer entre homens no país. A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável pela produção de parte do sêmen. O câncer se desenvolve quando as células da glândula começam a crescer descontroladamente, formando um tumor.

Embora a causa exata do câncer de próstata ainda não seja totalmente compreendida, alguns fatores de risco são conhecidos. A idade é um dos principais, com a incidência aumentando significativamente após os 50 anos. Histórico familiar da doença, etnia (homens negros têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata) e dieta rica em gordura também podem aumentar o risco.

Os sintomas do câncer de próstata podem variar, mas frequentemente incluem dificuldade para urinar, fluxo urinário fraco ou interrompido, necessidade frequente de urinar (especialmente à noite), sangue na urina ou no sêmen e dor nos quadris, costas ou tórax. No entanto, é importante ressaltar que muitos homens com câncer de próstata em estágio inicial não apresentam nenhum sintoma.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Exames como o toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico) são importantes para identificar alterações na próstata. Em caso de suspeita, uma biópsia pode ser realizada para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de agressividade do tumor.

As opções de tratamento para o câncer de próstata variam dependendo do estágio da doença, da idade do paciente e de sua saúde geral. As opções incluem vigilância ativa, cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia. A escolha do tratamento mais adequado deve ser feita em conjunto entre o médico e o paciente, levando em consideração os benefícios e os riscos de cada opção.

O alto número de óbitos registrados em 2024 reforça a importância da conscientização sobre o câncer de próstata e da realização de exames preventivos regulares. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura e melhora a qualidade de vida dos pacientes. Campanhas de informação, programas de rastreamento e o acesso facilitado aos exames são cruciais para combater essa doença que afeta milhares de homens no Brasil.

Fonte: redir.folha.com.br

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